Presidente do Mali entrega carta de renúncia, diz mediador

Soldados abrem caminho para militares transferirem poder ao presidente da Assembleia Nacional

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O presidente do Mali, Amadou Toumani Touré, entregou sua carta de renúncia, disse neste domingo o ministro das Relações Exteriores de Burkina Faso, Djibrill Bassolé, mediador-chefe para o bloco de países da África Ocidental. A renúncia abre caminho para os soldados que depuseram Toure em um golpe de 22 de março façam a transferência de poder ao presidente da Assembleia Nacional de Mali.

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Porta-voz do parlamento de Mali, Diouncounda Traore, deve assumir o governo após renúncia do presidente
"Acabamos de receber a carta formal de renúncia do presidente Amadou Toumani Toure", disse. "Nós vamos agora entrar em contato com as autoridades competentes para que a vaga da presidência seja estabelecida e para que tomem as medidas adequadas".

O golpe de 22 de março por soldados descontentes mergulhou o país do oeste africano no caos e encorajou os rebeldes tuaregues, que declararam um Estado independente no norte do Mali .

Países vizinhos do Mali, que criticaram ferozmente o golpe militar, disseram que governo precisará recuar antes que possa ajudar a combater os rebeldes. Na sexta-feira o conselho anunciou que havia concordado em começar a entrega do poder em troca do fim das duras sanções ao comércio entre outras.

Um acordo de cinco páginas consentido por Sanogo e os 15 Estados do bloco regional de nações do Oeste Africano (Ecowas) previa a renúncia do presidente deposto Amadou Toumani Toure, que até então estava na clandestinidade. A junta de Sanogo deve então abrir caminho para um governo de unidade com o porta-voz do parlamento do Mali, Diouncounda Traore, como presidente interino. Novas eleições, então, serão marcadas.

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