Presidente do Líbano reabre diálogo para definir estratégia de defesa

Beirute, 16 set (EFE).- O presidente do Líbano, Michel Suleiman, reabriu hoje um diálogo entre os líderes políticos do país com uma convocação às partes envolvidas para que seja definida a futura estratégia de defesa do Estado, um dos temas mais polêmicos.

EFE |

O diálogo deve "adotar uma estratégia que proteja o Líbano com base em suas forças armadas e se beneficie dos recursos e capacidades da resistência" a Israel, acrescentou Suleiman.

No entanto, o diálogo nacional esbarra na exigência do grupo xiita Hisbolá de conservar suas armas para proteger o país de uma eventual agressão israelense e de só aceita discutir uma estratégia de defesa nacional.

No entanto, a maioria parlamentar libanesa afirma que o monopólio de guerra e paz deve estar nas mãos do Estado.

As conversas reabertas hoje no palácio presidencial de Beirute são uma continuação das negociações interrompidas há dois anos e que procuravam resolver a grave crise política atravessada pelo país há vários anos.

Em sua mensagem, Suleiman convocou os reunidos a buscarem o interesse comum e traçarem o êxito como meta. "O fato de estarmos reunidos mostra que todos os temas podem ser abordados e debatidos", acrescentou.

Participam das conversas os 14 líderes presentes nas negociações anteriores, suspensas em meados de 2006, após a ofensiva armada lançada na época por Israel contra o território libanês.

Além deles, também participa o secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa.

Antes da mensagem inicial, Suleiman se reuniu com o líder druso, Walid Jumblatt, e com o sunita, Saad Hariri, que fazem parte da maioria parlamentar, e também com o chefe do grupo parlamentar do Hisbolá, Mohamad Raad.

Além disso, Suleiman se reuniu separadamente com o primeiro-ministro, Fouad Siniora, entre outras personalidades.

O diálogo nacional começou em março de 2006, mas foi suspenso por causa do ataque israelense, que em 34 dias matou mais de 1.200 mortos, deixou mais de cinco mil feridos e quase um milhão de deslocados, além de prejuízos avaliados em bilhões de dólares.

Desde esta data, a divisão se acentuou entre os libaneses sobre a necessidade de o Hisbolá conservar ou não suas armas e a situação se agravou em maio deste ano por causa dos violentos confrontos entre grupos rivais, que deixaram o país à beira da guerra civil.

Para sair desta situação, os líderes libaneses se reuniram no Catar e ali surgiu a decisão do Parlamento de escolher Suleiman como presidente, após um vácuo de poder de seis meses. EFE ks/ev/fal

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