Beirute, 11 set (EFE).- O presidente do Líbano, Michel Suleiman, pediu a todos os partidos políticos que não o usem como arma em suas brigas, em declarações que deu ao jornal Al Mustaqbal.

"Desejo fazer o que é melhor para o Líbano. Por isto, não me usem como arma em suas brigas", pediu Suleiman à maioria e à oposição parlamentar, que não chegam a um acordo para tirar o país do conflito político.

Além disso, o presidente libanês afirmou que a situação "está muito melhor que antes, mas não é suficiente". Acrescentou que deseja garantir que o Líbano melhore, "sempre e quando o palácio (presidencial) estiver em movimento". O chefe de Estado prometeu ainda que não descansará e nem se renderá.

Suleiman também expressou sua satisfação pelo reinício do diálogo nacional, na terça-feira, e explicou que a escolha da data de hoje se deve à sua vontade de participar da Assembléia Geral da ONU, que começa neste dia, para demonstrar que o "Líbano é uma nação na qual vale a pena viver, pois suas instituições são capazes de fazer acordos".

Entre os pontos principais na agenda deste diálogo, serão discutidas a estratégia nacional de defesa e as armas do grupo xiita Hisbolá, além das ameaças israelenses, do terrorismo e dos refugiados palestinos.

Por último, Suleiman defendeu as nomeações do novo chefe do Exército, Jean Kahwaji, e do diretor dos serviços de inteligência, Edmond Fadel, já que "é a primeira vez que os libaneses elegem um comandante do Exército".

Suleiman também lembrou o momento em que foi escolhido para a chefia do Exército, antes de ser eleito presidente.

"Meu antecessor e eu não fomos nomeados por decisão libanesa.

Fomos escolhidos de fora e o Governo o aprovou por consenso. Não é errado dizer que agora a imagem é diferente. Os libaneses agora elegem seu chefe do Exército", disse em referência à Síria, que controlou o país durante décadas e decidia esta nomeação. EFE ks/wr/fal

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