Presidente do Líbano pede para Exército se manter unido

Beirute, 1 ago (EFE) - O presidente do Líbano, Michel Suleiman, pediu hoje ao Exército libanês para se manter firme frente àqueles que buscam incitar divisões internas ou fomentar ações terroristas.

EFE |

Suleiman, em reunião com chefe militares por ocasião do 63º aniversário da criação do Exército libanês, também reiterou o direito dos libaneses de usar qualquer meio disponível a fim de liberar os territórios ocupados por Israel.

"Sei que usar as armas contra sua própria gente é a coisa mais difícil que vocês tem que enfrentar, mas é sua obrigação permanecer firmes contra aqueles que disparam contra nossa própria gente", disse o governante aos chefes do Exército, no ato realizado na Academia Militar, a leste de Beirute.

Também pediu que não hesitem em sufocar as ações "daqueles que tentam fomentar atos rebeldes, qualquer que seja a justificativa ou inclinação política".

Esta declaração é a mais forte feita por Suleiman contra os que pretendem arrastar o Exército libanês a um ambiente parecido com o que atravessou o país durante a guerra civil entre 1975 e 1990, e terminou com a morte de mais de 150 mil pessoas.

Suleiman, de origem cristã-maronita, insistiu na necessidade de resistir à ocupação de solo libanês por parte de Israel e pediu ao Exército para coexistir com a resistência.

"Deixem que suas armas se unam às armas da resistência dirigidas contra o inimigo (israelense), apontando ao peito dos terroristas", acrescentou o governante.

Suleiman acrescentou que "a contagem regressiva" para a libertação das zonas de Chebaa e Kfar Chuba, ocupadas por Israel, já começou e será realizada por todos os meios legítimos disponíveis.

Quando mencionou a necessidade de que as armas do Exército se unam às da resistência, o presidente do Líbano não mencionou à milícia xiita libanesa Hisbolá, o único grupo envolvido no Líbano na luta contra Israel.

Suleiman foi chefe do Exército antes que fosse eleito presidente, em substituição ao Émile Lahoud, cujo mandato expirou em novembro.

EFE ks/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG