Beirute, 11 jul (EFE).- O presidente do Líbano, Michel Suleiman, declarou hoje que o conflito de Israel contra o Líbano em meados de 2006 foi uma lição para o Estado judeu, que continua violando a resolução 1.

701, que colocou fim à disputa.

"A vitória obtida pelo Líbano foi graças a poderosos fatores, como a cooperação entre o Exército, o povo e a resistência, o que foi uma severa lição para Israel", disse o líder, em comunicado emitido hoje, véspera do terceiro aniversário do começo do conflito no Líbano.

Em 12 de julho, Israel atacou o Líbano por terra, mar e ar, após o sequestro de dois de seus soldados pelo Hisbolá, a milícia xiita presente no sul do país.

O resultado de 34 dias de enfrentamentos foi a morte de 1,2 mil libaneses, 5 mil feridos, quase 1 milhão de deslocados e vários danos materiais estimados em vários bilhões de dólares.

"Agora, (Israel) se vê obrigado a recorrer às ameaças e à intimidação, mais que às agressões, como tinha o costume de infligir ao Líbano ao início de cada verão. Isso porque existe uma vontade libanesa de proteger o Estado, e manter o direito de fazer frente às agressões", disse.

Israel reconheceu que os objetivos pelos quais lançou o conflito de 2006 não foram alcançados, entre eles desarmar o Hisbolá, que combateu a ocupação israelense do sul, que terminou em maio de 2000 após 25 anos.

Suleiman acusou Israel de "continuar violando diariamente a resolução 1.701 do Conselho de Segurança" da ONU. EFE ks-jrg/an

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