Presidente do Lehman faturou US$ 300 mil em oito anos

O presidente do banco Lehman Brothers, que pediu concordata nos Estados Unidos em setembro, disse nesta segunda-feira durante uma sessão no Congresso americano que recebeu US$ 300 milhões em salários e bônus nos últimos oito anos. Richard Fuld revelou a cifra durante depoimento em uma audiência do Comitê de Supervisão e Reforma do Governo da Câmara dos Representantes (deputados federais), que investiga as causas da crise econômica que atinge o país.

BBC Brasil |

O presidente do Comitê, Henry Waxman, perguntou a Fuld se era verdade que ele havia recebido US$ 480 milhões em salários e bônus desde 2000 e se ele considerava justo ter ganhado tudo isso.

Fuld corrigiu a cifra, dizendo ter recebido US$ 300 milhões. "Nós tínhamos um comitê de compensação que gastava um tempo imenso só garantindo que os interesses dos executivos e dos empregados eram alinhados com os dos acionistas", comentou.

Crítica
Waxman criticou Fuld por ter pedido bônus milionários para os executivos da Lehman Brothers poucos dias antes do colapso do banco, no mês passado.

"Em outras palavras", disse Waxman, "enquanto (o secretário americano do Tesouro, Henry) Paulson estava fazendo campanha por um resgate federal, o Lehman continuava a torrar milhões em compensações para os executivos".

Fuld disse que aceita "responsabilidade total pelas decisões" que tomou e por suas ações à frente do banco, e defendeu sua conduta - dizendo que foi "prudente e apropriada" em vista das informações que tinha na época.

"Eu me sinto horrível com o que aconteceu", disse o executivo.

O Lehman Brothers era o quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos até a concordata. A instituição sofreu perdas bilionárias na crise que afeta o mercado financeiro americano.

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