Pristina, 12 jun (EFE) - O presidente do Kosovo, Fatmir Sejdiu, confirmou hoje em Pristina que recebeu uma carta do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, sobre seus planos para reestruturar a missão da ONU neste país autoproclamado independente.

No entanto, o presidente kosovar disse à imprensa que não pode comentar nada por enquanto, com o argumento de que "ainda estamos analisando" a carta.

O primeiro-ministro kosovar, Hashem Thaçi, disse que hoje se reunirá com Sejdiu e com o presidente do Parlamento, e que "ainda esta tarde expressaremos nossa posição" a respeito.

Horas antes, Thaçi tinha dito a seu Gabinete que a reforma das forças da Unmik será feita de acordo com a realidade surgida após a declaração de independência do Kosovo, em fevereiro, que conta com o reconhecimento de 42 países, mas não da Rússia e da Sérvia, que se opõem a este passo unilateral.

Acrescentou que as autoridades kosovares tomaram todas as decisões de acordo com o plano do ex-mediador internacional, o finlandês Martti Ahtisaari, que não conseguiu a aprovação do Conselho de Segurança da ONU em julho de 2007 pelo veto da Rússia.

Segundo este plano, a missão da União Européia denominada Eulex deveria assumir em junho as responsabilidades da missão da ONU no Kosovo.

No entanto, as diferenças entre as principais potências impediram que esta missão saia do Kosovo, razão pela qual agora o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pressiona para que uma operação mais reduzida da ONU permaneça no país balcânico, ao mesmo tempo em que oferece mais competências à minoria sérvia no Kosovo.

O Parlamento do Kosovo deve aprovar a nova Constituição do país em 15 de junho que dará plenos poderes estatais ao novo país.

Fontes governamentais kosovares disseram que Ban informou aos líderes nacionais que quer remodelar a missão da Unmik e permitir uma maior atuação da Eulex, sem precisar o tempo necessário para estas mudanças.

Ban Ki-moon também enviou a carta em questão ao presidente sérvio, Boris Tadic, e lhe ofereceu chegar a um acordo sobre instituições como a Polícia, a Justiça, controle de fronteiras e alfândegas, transportes, e a gestão do patrimônio cultural e religioso nas zonas controladas pelos sérvios no Kosovo.

am/an

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