Presidente do Iraque revela aproximação com o Irã e a Síria

Washington, 10 set (EFE) - O presidente do Iraque, Jalal Talabani, revelou hoje que seu Governo registrou uma notável melhora de suas relações com o Irã e a Síria, países que mantêm uma posição de oposição frente aos Estados Unidos. Talabani se reuniu hoje na Casa Branca com o presidente americano, George W. Bush, e depois do encontro afirmou que a aproximação também inclui a Turquia e outros países árabes.

EFE |

"Nossa posição com nossos vizinhos melhorou, com a Turquia, com a Síria, com o Irã, com os países árabes", disse Talabani após se referir aos esforços de reconstrução em seu país.

"Essa relação é notável e agora não temos problemas com nenhum desses países. Pelo contrário, muitos embaixadores estão chegando de nações árabes", acrescentou.

Os Estados Unidos mantêm uma tensa relação com o Irã devido aos esforços de desenvolvimento nuclear desse país.

Por outra vez, acusou a Síria de permitir a passagem através de sua fronteira com o Iraque de combatentes que lutam contra a ocupação dos Estados Unidos.

Sobre a situação interna, Talabani afirmou a Bush que com a ajuda americana seu Governo tomou a iniciativa e assumiu o controle de todo o país.

"No Iraque, obtivemos um grande êxito contra o terrorismo. Posso dizer que todas as partes do Iraque estão liberadas do controle e das atividades terroristas", destacou.

Ele admitiu que ainda há "alguns grupos aqui e lá" que se mantêm ocultos, mas "não há lugar, nem uma polegada de terra iraquiana sob o controle das atividades terroristas".

Bush disse que embora a situação de segurança no Iraque tenha melhorado, "ainda é difícil".

No entanto, acrescentou que "não há dúvida de que o aumento de tropas foi efetivo e isso permitiu tirar tropas" americanas do Iraque.

Em janeiro de 2007, Bush aumentou o contingente militar americano em 30 mil soldados para frear a crescente violência que atingia o país.

Esse mês anunciou que, a partir do começo do ano, teria início a repatriação de oito mil soldados.

"Os iraquianos querem que haja menos tropas dos EUA. Os Estados Unidos desejam também o mesmo, mas ambos temos que concretizar essa visão sobre a base do êxito", disse. EFE ojl/db

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