Presidente do Irã vai nomear três mulheres para o gabinete

TEERÃ (Reuters) - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse neste domingo que vai indicar pelo menos três mulheres para seu novo ministério após as contestadas eleições de junho, um movimento inédito no conservador país islâmico. Seria a primeira vez em que uma mulher ocuparia uma posição no gabinete desde a Revolução Islâmica de 1979. Uma mulher do governo do xá Farrokhroo Parsa foi executada em 1980.

Reuters |

Ahmadinejad tem até 19 de agosto para apresentar um ministério para aprovação do parlamento, mas pode ter dificuldades com os conservadores que dominam a assembleia e com os moderados que contestam sua vitória eleitoral.

"Com a eleição presidencial, entramos em uma nova era.. as condições mudaram completamente e o governo terá importantes mudanças," disse Ahmadinejad à TV estatal.

Ele indicou duas ministras e afirmou que pelo menos mais uma estará na lista. São elas Fatemeh Ajorlou, membro do parlamento, futura ministra do Bem Estar, e Marzieh Vahid Dastjerdi, ministra da Saúde.

Ele também afirmou que Heydar Moslehi, agora assessor de Ahmadinejad para assuntos com o clero, seria nomeado ministro da Inteligência.

A mídia iraniana informou no mês passado que Ahmadinejad tinha demitido Gholamhossein Mohseni-Ejei do Ministério da Inteligência.

O ministro da Economia, Shamseddin Hosseini, deve seguir no cargo.

(Reportagem de Zahra Hosseinian)

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