Presidente do Irã vai à cúpula da ONU sobre racismo

Genebra, 14 abr (EFE).- O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, famoso por negar o Holocausto, confirmou sua participação na Conferência Mundial da ONU contra o Racismo e a Xenofobia (Durban II), que acontecerá na próxima semana em Genebra, informou hoje a porta-voz Marie Heuzé.

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Também participarão dessa reunião internacional os chefes de Estado com conflitos étnicos, como Timor-Leste, Togo e Montenegro, enquanto Egito, Nigéria, Noruega, África do Sul e Uganda enviarão seus ministros de Relações Exteriores; Lesoto, seu primeiro-ministro e a Zâmbia, seu vice-presidente.

Além disso, cerca de 250 ONGs se credenciaram para participar do fórum, que acontecerá entre os dias 20 e 24, em meio ao temor de que esta conferência se transforme em um novo cenário de enfrentamento entre o Ocidente e o mundo árabe pelo conflito palestino-israelense.

Israel decidiu boicotar a reunião com o argumento de que tinha a certeza de que este fórum internacional seria utilizado para críticas e ataques contra si.

Ao mesmo tempo, aliados de Israel reagiram negativamente ao anúncio da participação do presidente iraniano, após lembrar suas declarações negando o Holocausto e contra a existência do Estado judeu.

Estados Unidos e Canadá também informaram que não participariam da reunião, embora o primeiro país tenha suavizado sua posição, dizendo que espera de conhecer a versão final da minuta de declaração que sairá da Conferência para decidir se irá.

O texto inicial da declaração continha uma linguagem que muitas delegações questionaram.

Desde então, foi revisado diversas vezes e se retiraram menções a países e a conflitos específicos (Israel e a questão palestina), assim como as referências à "difamação de religiões", que defendiam os países muçulmanos.

Além disso, desapareceu a reivindicação de compensações relacionadas com a escravidão.

A Casa Branca declarou que reconhece os esforços de consenso realizados até hoje, mas que ainda há aspectos com os quais diverge, e que não pode apoiar restrições à liberdade de expressão que poderiam resultar da interpretação de algumas passagens do texto relativas à "incitação" ao ódio religioso. EFE is/jp

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