Presidente do Irã se diz disposto a debater com Obama na televisão

Teerã - O Irã está disposto a manter um diálogo justo e de respeito mútuo sobre a questão nuclear com o Ocidente, ao qual apresentará um pacote de propostas, disse hoje o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. Ele se mostrou disposto a realizar um debate televisionado com o líder americano, Barack Obama, sobre os problemas da região.

EFE |

Em entrevista coletiva concedida hoje na sede do palácio da Presidência, o líder ultraconservador anunciou que seu Governo está disposto a lançar uma campanha diplomática internacional para combater os sistemas unilaterais e monopolistas e propiciar reformas nas Nações Unidas.

"Já disse isso nos tempos do presidente George W. Bush e volto a repetir hoje. Estamos dispostos a falar sobre as questões internacionais diante da imprensa. Há melhor maneira para solucionar os problemas?", se perguntou Ahmadinejad. 

AP

Presidente do Irã fala sobre programa nuclear de seu país

O Ocidente suspeita que o Irã esteja tentando desenvolver bombas nucleares, embora Teerã diga que seu programa é voltado a uma geração de força pacífica.

O presidente norte-americano, Barack Obama, deu ao Irã até o final de setembro para aceitar uma oferta de Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, China, França e Alemanha para discutir benefícios comerciais caso Teerã deixe de lado o enriquecimento nuclear. Do contrário, o país enfrentará restrições ainda mais severas.

Viagem a Nova York

O presidente iraniano confirmou, além disso, que viajará no final de mês a Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU. Durante a reunião, fará um discurso, concederá várias coletivas de imprensa e participará de "conferências internacionais".

Hoje, Ahmadinejad deu a entender que o Irã não mudará sua postura sobre os Estados Unidos e, que, inclusive empreenderá uma ação contra as políticas do país.

O líder ultraconservador iraniano assinalou que seu novo Governo atuará agora com maior presença no cenário internacional, para demonstrar seu desacordo com os sistemas unilaterais e monopolistas.

Neste sentido, Ahmadinejad criticou hoje a política militar de Washington no mundo, em particular na América Latina e na Ásia Central.

Recriminou o investimento de US$ 250 bilhões em projetos militares no Afeganistão e a autorização dada pela Colômbia para operações de tropas americanas com a utilização de tropas militares em seu território.

Ahmadinejad assegurou que a despesa "não melhorou em nada a situação no Afeganistão" e que quem quiser impor uma política bélica na América Latina está condenado ao "fracasso".

Leia mais sobre: Irã

    Leia tudo sobre: ataqueirãviolência

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG