Presidente do Irã diz estar pronto para discutir disputa nuclear

TEERÃ (Reuters) - O Irã está pronto para discutir a questão nuclear com qualquer país, mas não vai permitir que a comunidade internacional o pressione a parar com os trabalhos nucleares, disse o presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, em um discurso nesta quarta-feira. A nação iraniana é a favor de diálogos para resolver a questão (nuclear) com qualquer um de vocês (países). Vamos dar uma bofetada em quem quiser que o Irã abandone seu direito (de usar tecnologia nuclear), disse Ahmadinejad em um discurso televisionado, na cidade de Hamedan.

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Ahmadinejad antes descartava qualquer conversa com o Ocidente sobre seu controverso programa nuclear, dizendo em março que o Irã só discutiria a questão com a IAEA, agência internacional de energia atômica da ONU.

'Um acordo foi alcançado durante os encontros em Teerã, em um processo que visa clarificar os tais estudos durante o mês de maio', disse Melissa Fleming, porta-voz da IAEA, em um comunicado lançado da sede da agência, em Viena.

Na segunda e na terça-feira, Olli Heinonen, investigador-chefe da IAEA, esteve no Irã para uma avaliação.

A IAEA disse na quarta-feira que o Irã admitiu ter estudado em segredo como fabricar bombas nucleares. Mesmo assim, o país insiste que seu programa nuclear se dirige apenas à produção de eletricidade, apesar de não conseguir convencer o Ocidente.

Grã-Bretanha, França, Alemanha, Estados Unidos, Rússia e China querem que Javier Solana, chefe de política internacional da União Européia, se encontre com o negociador-chefe da questão nuclear no Irã, Saeed Jalili, para tentar reestabelecer o diálogo com incentivos para que o Irã abandone o programa.

O Conselho de Segurança da ONU impôs três séries de sanções sobre Teerã por não ter parado com suas atividades nucleares.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, disseram na semana passada que é preciso evitar que o Irã desenvolva uma bomba nuclear, talvez aumentando as sanções.

(Reportagem adicional de Zahra Hosseinian)

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