Presidente do Irã adia visita ao Brasil, diz Itamaraty

BRASÍLIA - O Ministério das Relações Exteriores confirmou, nesta segunda-feira, o adiamento da visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil, marcada para esta quarta-feira. A informação foi dada pelo embaixador Roberto Jaguaribe, Subsecretário-Geral de Assuntos Políticos II do Itamaraty.

Redação com agências |

Até a divulgação do pedido formal do presidente iraniano houve uma sequência de informações desencontradas sobre a visita.

Na manhã desta segunda-feira, agências de notícias internacionais informaram que Ahmadinejad teria cancelado sua visita à América Latina. Em seguida a Embaixada do Irã no Brasil informou, por meio da assessoria de imprensa, que em nenhum momento havia sido comunicada do possível cancelamento da viagem.

Em mensagem enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo embaixador do Irã, Mohsen Shaterzadeh, o presidente iraniano agradece o convite do governo brasileiro e diz que está muito interessado em poder concretizar a visita e desenvolver as relações bilaterais em todos os campos.

Mahmoud Ahmadinejad pediu o adiamento da visita para uma data após as eleições presidenciais, marcadas para daqui a um mês.

Segundo informações da agência oficial de notícias do Irã, também foram canceladas as visitas à Venezuela e ao Equador.

Encontro

Mesmo sem Ahmadinejad, a comitiva de mais de cem empresários iranianos manteve seus compromissos no Brasil. Eles têm encontros nesta terça-feira, em São Paulo, com empresários brasileiros de diversas áreas, entre elas petroquímica e alimentícia.

Jaguaribe reafirmou em anúncio o interesse brasileiro em estreitar as relações com Irã, em função de seu peso econômico e político. "Se o Brasil fosse ter relações exclusivamente com países com os quais tem plena afinidade, teríamos um universo muito reduzido", disse.

Protestos

No domingo, cerca de mil manifestantes protestaram na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, contra a visita do líder ao Brasil.

O movimento foi uma iniciativa de 23 organizações da sociedade civil, 15 delas judaicas. Também participaram associações de direitos humanos, homossexuais, ciganos, religiões afro-brasileiras e mulheres negras, entre outras. Vários usavam camisetas ou adereços com alusões às bandeiras do Brasil e de Israel.

Veja como foi o protesto no domingo:


(Com informações da Agência Brasil e da Agência Estado)

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