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Presidente do Haiti pede ajuda urgente por tragédia inimaginável

Miami, 13 jan (EFE).- O presidente do Haiti, René Préval, pediu hoje a ajuda urgente da comunidade internacional para enfrentar o que chamou de inimaginável catástrofe ocorrida no país com o terremoto desta terça-feira.

EFE |

Em suas primeiras declarações após o terremoto, Préval disse, em entrevista ao diário "The Miami Herald", que ele mesmo caminhou entre corpos e ouviu gritos de pessoas presas nos escombros do prédio do Parlamento.

Segundo Préval, pode haver milhares de mortos, embora por enquanto não seja possível divulgar um número oficial.

"O Parlamento afundou, o edifício de impostos, as escolas e os hospitais. Há muitas escolas destruídas com muita gente dentro", assinalou Préval.

O presidente haitiano explicou que percorreu vários bairros de Porto Príncipe para avaliar as consequências do tremor.

"Todos os hospitais estão abarrotados de gente. É uma catástrofe", acrescentou.

Préval ressaltou que não dormiu desde que ocorreu o terremoto e que as ruas da capital ficaram cheias de gente durante a noite pelo temor de dormirem em casa perante o risco de novos sismos.

O poderoso terremoto aconteceu às 19h53 (Brasília) de terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, capital da nação mais pobre do hemisfério ocidental.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 11 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto, enquanto pelo menos cinco outros ficaram feridos.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no terremoto. EFE esc/rr

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