Publicidade
Publicidade - Super banner
Mundo
enhanced by Google
 

Presidente do Equador reitera que nunca teve envolvimento com as Farc

Madri, 12 mai (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou hoje, em entrevista à Agência Efe em Madri, que não tem nada a temer do relatório que está sendo preparado pela Interpol (Polícia internacional) e que nunca conheceu ninguém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

EFE |

"Em minha vida nunca conheci ninguém das Farc e quando conhecer finalmente direi ao mundo: 'Conheci alguém das Farc!'. Tudo isto é absolutamente mentira", declarou.

Sobre o relatório que a Interpol divulgará nos próximos dias a partir da análise dos computadores de "Raúl Reyes", proeminente líder das Farc morto em primeiro de março em um ataque aéreo colombiano em território equatoriano, Correa afirmou que "este é um dos motivos de nossa indignação e de nossa vinda à Europa".

"Bombardeiam e depois de bombardear encontram motivos para o bombardeio, que supostamente é um supercomputador resgatado.

Documentos apócrifos que dizem que tivemos relação com as Farc, mas depois de terem nos bombardeado", declarou.

O Governo da Colômbia acusou o Equador de ter vínculos com as Farc e afirma que, segundo informação extraída do computador de Reyes, a guerrilha colombiana teria financiado a campanha eleitoral de Correa em 2006.

Correa culpou inteiramente a Colômbia pela crise e disse que, sem uma mudança de atitude do presidente colombiano, Álvaro Uribe, não será possível um reatamento das relações e acrescentou que é Bogotá quem deve dar o primeiro passo.

"Nós não temos nada a fazer, é a Colômbia que tem que parar com sua agressão. Primeiro, parar esta campanha de descrédito que indigna, pois Uribe sabe que está mentindo", completou.

Em entrevista publicada hoje pelo jornal francês "Le Monde", Correa afirmou que seu país está disposto a continuar com os esforços para a libertação dos reféns das Farc, mas que todos os contatos com o comando da guerrilha "se perderam" desde a morte de Reyes.

"Estávamos a ponto de conseguir" a libertação de Ingrid Betancourt quando o acampamento de Reyes foi bombardeado, explica Correa.

"Não sei se (Reyes) ia cumprir sua palavra, mas tinha anunciado a libertação de dois reféns em março, inclusive da senhora Betancourt.

A França sabia", acrescentou Correa, que se reunirá amanhã em Paris com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e na quarta-feira com parentes de Betancourt.

O chefe de Estado equatoriano deixou claro que "a França sabe que estamos dispostos a continuar com nossos esforços em favor da libertação dos reféns. Infelizmente, desde a morte de Raúl Reyes, todos os contatos com a direção das Farc se perderam".

Correa disse que em sua viagem à Europa pedirá apoio ao chamado Plano Equador e ao projeto petrolífero e do meio ambiente conhecido como "ITT". EFE mlg/wr/fal

Leia tudo sobre: iG

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG