Quito, 11 jul (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, desafiou hoje os advogados colombianos que apresentaram um processo contra ele por supostas ligações de seu Governo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e pediu que o levem ao Tribunal Penal Internacional (TPI).

Esta semana, um grupo de advogados apresentou um processo à Procuradoria da Colômbia contra Correa, por supostas ligações de seu Governo com as Farc e anunciaram que o denunciarão diante do TPI pelo crime de terrorismo internacional.

O juiz Abelardo de la Espriella disse à televisão colombiana que a denúncia também inclui o ex-ministro de Segurança Interna e Externa Gustavo Larrea e o ex-subsecretário de Governo José Ignacio Chauvín, pelo mesmo crime.

"Levem-me à Corte Internacional de Haia e mostraremos quem são os terroristas, aqui vão encontrar dignidade e soberania", disse.

"Por favor, aos advogados que me acusaram de vínculos com os paramilitares e defensores dessa pirâmide que lavava dinheiros e que foi descoberta aqui no Equador, levem-me à Corte Internacional", disse em seu relatório semanal de trabalhos.

Reiterou que assim demonstrarão "quem são os terroristas, quem são os vinculados aos paramilitares, ao narcotráfico, em que país existe narcopolítica. Não existe no Equador".

Correa afirmou que não usarão como prova os supostos documentos que a Colômbia assegura estar nos computadores resgatado do acampamento das Farc, bombardeado no dia 1º de março de 2008, no estado equatoriano de Angostura.

"Vamos levar testemunhos de pessoas vivas (...), que sabem onde estão os terroristas, os narcopolíticos e os parapolíticos. Tomara que nos levem ao Tribunal Penal Internacional de Haia, para demonstrar como o regime de direito é respeitado aqui", apontou. EFE sm/pd

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