Presidente do Chelsea compra obras de Freud e Bacon por valores recorde

Londres - O multimilionário russo Roman Abramovich, proprietário do clube de futebol inglês Chelsea, foi o misterioso comprador das obras dos pintores Lucian Freud e Francis Bacon que fizeram história na semana passada em leilões em Nova York, segundo revelou a publicação especializada The Art Newspaper.

EFE |

De acordo com a fonte, Abramovich teria sido o colecionador que pagou US$ 33,6 milhões pela obra "Benefits Supervisor Sleeping" (1995), de Freud (nascido em 1922), em um leilão realizado na sede nova-iorquina da Christie's, na terça-feira passada.

Com essa cifra, a obra, que mostra uma volumosa mulher nua dormindo em um sofá, estabeleceu um recorde mundial em leilão para uma obra de um artista vivo.

A modelo de Freud é Sue Tilley, uma supervisora de subsídios sociais de Londres que posou para o artista em diferentes ocasiões.

Apenas 24 horas mais tarde, o proprietário do clube londrino desembolsou, segundo a mesma fonte, mais de US$ 86 milhões pela obra "Triptych, 1976", de Bacon (1909-1992) em um leilão de arte contemporânea realizado na sede nova-iorquina da casa Sotheby's.

O número, que superou as previsões dos especialistas da casa, estabeleceu, além disso, um recorde para a venda em leilão de obras do artista.

Nenhuma das duas casas de leilão tornou público o nome do comprador das obras, mas o "The Art Newspaper", que cita fontes próximas ao mercado da arte, assegura que, em ambos os casos, se trata de Abramovich, cuja fortuna pessoal é estimada em 11,7 bilhões de libras (quase US$ 23 bilhões), segundo a lista dos homens mais ricos do mundo publicado em abril pelo jornal "The Sunday Times".

De acordo com a publicação especializada, o multimilionário russo, cuja faceta de colecionador de arte não era conhecida até então, teria comprado ambas as obras para exibi-las em sua casa de Londres.

O "The Art Newspaper" também lembra que a namorada de Abramovich, a ex-modelo russa Daria Zhukova, deve abrir uma galeria de arte em Moscou.

Um porta-voz de Abramovich citado hoje pela agência britânica "PA" se recusou a fazer comentários sobre esta informação.

"Não falamos sobre assuntos pessoais", se limitou a dizer.

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