Presidente do Azerbaijão é reeleito sem surpresa e com folga

O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliev, foi reeleito com ampla margem, nesta quarta-feira, ao conseguir pelo menos 89% dos votos, após a apuração de mais de dois terços das urnas, anunciou o chefe da Comissão Eleitoral Central azerbaijana.

AFP |

A apuração já foi concluída em 3.727 seções eleitorais, o que representa 75,14% dos votos, informou Mazajir Panakhov.

Um dos representantes da oposição, Iqbal Agazade, ficou em segundo lugar, com 2,78% dos votos, à frente de outros cinco candidatos.

Ilham Aliev, de 46 anos, foi eleito em 2003, com quase 77% dos votos para suceder a seu pai, Heydar Aliev, um veterano dos serviços secretos da extinta União Soviética (KGB) e do politburo soviético e presidente do Azerbaijão independente de 1993 a 2003. Heydar Aliev faleceu em dezembro de 2003.

Às 12h GMT (9h de Brasília), duas horas antes do fechamento dos colégios eleitorais, a participação nas urnas chegava a 64,7%, segundo a Comissão Eleitoral.

A vitória do atual presidente era, praticamente, um fato consumado, e a principal questão que se colocava era saber como Ilham Aliev, cortejado por Washington e por Moscou, agirá para realizar seu desejo de recuperar a província separatista de Nagorny-Karabaj, sob controle armênio.

Durante seu primeiro mandato, Aliev conseguiu manter boas relações tanto com a Rússia quanto com os Estados Unidos. Ambos têm interesse nos recursos petroleiros do Azerbaijão e, após o conflito em agosto passado entre russos e georgianos, intensificaram sua luta por influência no país.

De fato, Aliev enfrentou outros seis candidatos "aliados", já que a verdadeira oposição decidiu boicotar as eleições, acusando as autoridades de perseguir os opositores, de amordaçar a imprensa e de manipular o processo eleitoral.

O opositor Isa Gambar, que chegou em segundo lugar no pleito de 2003, declarou que essa votação é "uma farsa".

"Isso é simplesmente um simulacro de eleições por parte do regime de Ilham Aliev", disse Gambar à AFP, acrescentando que "todos os partidos realmente de oposição e todas as pessoas que defendem a democracia real no Azerbaijão boicotam essas eleições".

Quase 400 observadores da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) acompanharam a votação.

tg-mm/tt/LR

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