Presidente diz que chefe de missão da ONU está morto

O presidente do Haiti, Rene Preval, disse nesta quarta-feira que o chefe da missão de paz da ONU no país, o tunisiano Hedi Annabi, foi morto no terremoto que atingiu a capital, Porto Príncipe. O embaixador Annabi morreu.

BBC Brasil |

Nós enviamos nossas condolências a toda comunidade internacional", disse Preval a jornalistas na capital.

Mais cedo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, afirmou que não tinha informações para confirmar a morte de Annabi, anunciada pelo ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner.

O ministro havia afirmado à rádio francesa RTL que "o prédio da missão de paz da ONU desmoronou e parece que todos os que estavam dentro do prédio, incluindo meu amigo Hedi Annabi, e todos aqueles que estavam com ele e à sua volta estão mortos".

Annabi, de 65 anos, subiu à chefia da missão da Minustah no dia 1º de setembro de 2007. Antes disso, ele ocupou por dez anos a subsecretaria-adjunta da ONU para as operações de manutenção de paz.

ONU
Ban Ki-Moon não deu detalhes sobre o total de funcionários da ONU mortos no terremoto, mas afirmou que no momento em que o tremor atingiu a sede da Minustah, como é chamada a missão no país, havia cerca de 150 pessoas trabalhando.

Uma porta-voz do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Elizabeth Byrs, disse à agência de notícias AFP que pelo menos cinco pessoas teriam sido mortas quando a sede da Organização, localizada em um prédio de cinco andares, desmoronou.

Ainda de acordo com Byrs, cerca de 200 funcionários da ONU estariam desaparecidos e podem estar embaixo dos escombros.

"Entre 115 e 200 funcionários expatriados da ONU ainda estão desaparecidos", afirmou ela à AFP.

O chefe de ajuda humanitária da Organização das Nações Unidas, John Holmes, disse nesta quarta-feira que a "ONU foi parte das vítimas desse terremoto" e pediu ajuda urgente para o resgate das vítimas.

O Brasil exerce o comando militar da Minustah, que conta com cerca de 7 mil soldados (1.266 deles brasileiros).

A força de paz da ONU no Haiti conta ainda com outros 2 mil civis.

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