Presidente deposto do Quirguistão diz que pode renunciar

MOSCOU - O presidente deposto do Quirguistão, Kurmanbek Bakiev, refugiado no sudoeste do país, anunciou que está disposto a negociar as condições de sua renúncia com as novas autoridades e reconheceu que teme por sua vida.

EFE |

"Se voltasse agora a Biskek (a capital), minha vida estaria em perigo. Ou me matam, ou me entregam à multidão afirmando que fui eu quem ordenou disparar e verter sangue", disse Bakiev em entrevista citada pela agência "24.kg".

Bakiev indicou ao mesmo tempo que aceita realizar negociações com o Governo provisório que assumiu o poder após os violentos choques entre Polícia e manifestantes opositores em Biskek, que, segundo os últimos, dados causaram 79 mortes e deixaram cerca de 1.500 feridos.

"Se querem que eu renuncie, devem me dizer o que receberei em troca, e para isso é preciso uma reunião de negociação", afirmou, em entrevista à edição russa da revista "Newsweek", também citada por agências locais.

O líder derrubado confirmou que não controla a situação no país, embora tenha "determinada influência" no sul, e negou que tenha ordenado abrir fogo contra os manifestantes, que "foram os primeiros a disparar" contra a sede do Governo em Biskek.

O novo líder quirguiz, Rosa Otunbayeva, assegurou na véspera que o Governo provisório garante a segurança de Bakiev, reconhece sua imunidade e lhe permitiria abandonar o país, mas só caso renuncie ao cargo, "único tema" do possível diálogo com ele. EFE si/fm

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