Presidente de TV oposicionista da Venezuela é preso ao tentar sair do país

O presidente da emissora venezuelana Globovisión, Guillermo Zuloaga, foi preso nesta quinta-feira quando tentava sair do país. Ele estava em um aeroporto local e pretendia embarcar a Bonaire, ilha das Antilhas Holandesas.

iG São Paulo |

Reuters
Zuloaga, em foto de 2009
Zuloaga, em foto de 2009

"A ordem de prisão foi emitida depois que a promotora da área metropolitana de Caracas, Maricarmen Fuentes, responsável pelo caso, teve conhecimento de que este cidadão abandonaria o país", declarou a procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz.

Na quarta-feira, o deputado governista Manuel Villalba, presidente da Comissão de Meios de Comunicação da Assembleia Nacional, apresentou ao Ministério Público um pedido formal de investigação sobre Zuloaga por declarações "desrespeitosas e ofensivas" a Hugo Chávez na Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).

A procuradora-geral explicou que o Ministério Público não poderia permitir uma possível fuga de Zuloaga para escapar da Justiça. Ela não deixou claro, porém, se a ordem de prisão está relacionada às declarações de Zuloaga ou a outros processos que enfrenta.

Mais cedo, Zuloaga afirmou estar retido no aeroporto Josefa Camejo, em Punto Fijo, no Estado de Falcón (noroeste da Venezuela). Lá ele pegaria um voo para Bonaire, onde passaria a Semana Santa.

"Um senhor da DIM (Direção de Inteligência Militar) me disse que há uma ordem de apreensão contra mim e que não me deixarão embarcar em meu avião", afirmou Zuloaga por telefone à Globovisión, de linha editorial abertamente opositora ao governo venezuelano.

"Não recebi nenhuma notificação que diga que tenho problemas, salvo as notícias que apontam que há supostamente uma investigação sobre minhas declarações na SIP", afirmou o empresário. "Nem sequer me deixam regressar a Caracas no meu próprio avião. Tenho que esperar um avião para me levar com eles".

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou a ordem de prisão por considerar o ato "não apenas uma agressão à liberdade de opinião e a Zuloaga, mas também à SIP e ao direito do povo venezuelano de receber informação e se expressar".

Com EFE e Ansa

Leia mais sobre Venezuela

    Leia tudo sobre: venezuela

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG