Presidente de Taiwan diz que tufão causou mais de 500 mortes

Por Ralph Jennings TAIPE (Reuters) - O presidente de Taiwan, Ma Ying-jeou, sob crescente pressão devido à resposta lenta de seu governo a um tufão devastador, disse nesta sexta- feira que mais de 500 pessoas morreram em enchentes e deslizamentos causados pelo fenômeno.

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Sobreviventes e o principal partido de oposição afirmam que os esforços para resgatar pessoas isoladas em aldeias são lentos ou insuficientes, críticas que podem prejudicar a imagem do presidente e de seu partido antes das eleições locais do fim do ano.

O presidente deu a estimativa do número de mortos, um grande salto em relação à contagem oficial de 118, em um encontro nacional de segurança, enquanto autoridades locais estimaram que de 200 a 300 pessoas morreram em um deslizamento que soterrou a aldeia de Hsiao Lin, no sul do país.

O tufão Morakot atingiu Taiwan há uma semana, mas a escala do desastre só começou a ficar clara esta semana, quando a tempestade chegou mais fraca à vizinha China.

A pressão sobre o líder, que foi eleito em 2008, pode prejudicar o apoio a seu Partido Nacionalista nas eleições municipais e estaduais de dezembro, disseram analistas.

As autoridades afirmam que não conseguiram responder mais rápido ao tufão por causa das chuvas constantes na área do desastre, que impedia o voo de helicópteros.

"Do ponto de vista das vítimas, esperar apenas um minuto já é demorar demais", disse o primeiro-ministro Liu Cha-shiuan em uma entrevista coletiva.

Após dias de voos de helicópteros para resgatar sobreviventes e distribuir comida em Hsiao Lin, autoridades abriram uma estrada para o vilarejo na quinta-feira.

Mas é improvável que alguém soterrado desde segunda-feira na ilha esteja vivo, disse o chefe da cidade, Lius Chien-fang.

Na cidade vizinha de Liu-Guei, mais de 200 pessoas foram retiradas de helicóptero e 32 estão desaparecidas. Apenas os telhados das casas podiam ser vistos, após a lama ter tomado a maior parte das construções.

O Morakot causou 910 milhões de dólares em prejuízos para a agricultura e infra-estrutura, enquanto a reconstrução vai custar mais alguns milhões.

O tufão também atingiu 34 pontes e destruiu 253 pontos de estradas, com reparos previstos para ficarem pontos apenas em três anos, de acordo com o Ministério do Transporte.

(Reportagem adicional de Pichi Chuang em Liu-guei; Roger Tung em Taipe)

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