Taipé, 2 jul (EFE).- O presidente de Taiwan, Ma Ying-jeou, disse hoje que seu país não renunciará à aquisição de armamento apesar da melhora das relações com a China, porque deve preparar-se para qualquer eventualidade.

"A ilha não deve depender de outros países para sua defesa", comentou Ma, em cerimônia das cinco academias militares taiuanesas realizada em Fongshan, no sul da ilha.

O líder taiuanês quer canalizar mais fundos para o desenvolvimento próprio de armamento e diminuir assim a total dependência militar dos Estados Unidos, seu principal fornecedor de material bélico.

Segundo Ma, Taiwan quer assinar um acordo de paz com a China e seu poderio militar facilitará essa conquista. "Não podemos negociar com uma postura débil", disse o presidente.

O líder disse que as relações com a China atual são um "produto histórico" iniciado há 21 anos, quando o Governo local permitiu as visitas de taiuaneses a parentes na China.

"Agora florescem os investimentos, o comércio e o turismo entre as duas partes, e despontam novas possibilidades de cooperação em outros campos", comentou o líder taiuanês.

De acordo com Ma, a China ainda mantém mil mísseis apontando para a ilha, mas se transformou no principal destino das exportações taiuanesas, com um comércio bilateral total de US$ 130 bilhões no ano passado "A China representa tanto uma oportunidade como uma ameaça", assinalou o presidente taiuanês e por isso é necessário, "aproveitar ao máximo as oportunidades, minimizar as ameaças" e não baixar a guarda no campo militar.

As relações entre China e Taiwan melhoraram sensivelmente com a chegada ao poder de Ma Ying-jeou, partidário de uma união entre a ilha e a China em um processo de democracia e liberdade, embora as diferenças sobre o conflito de soberania não tenham sido esquecidas.

Taiwan se considera um Estado soberano e independente, herdeiro da República da China, enquanto a China considera a ilha parte de seu território.

Taiwan se separou da China em 1949, quando o Governo da República da China, derrotado pelos comunistas, se refugiou na ilha. EFE flp/rr

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