Presidente de região somali pede ações militares contra piratas

Mogadíscio, 12 abr (EFE).- O presidente da região autônoma somali de Puntlândia, Abdirahman Mohammed Farole, tradicional refúgio de piratas, pediu hoje ações militares das forças internacionais que vigiam a área para acabar com esse problema.

EFE |

Farole deu tais declarações em entrevista coletiva concedida em Bosaso, a principal cidade da região, antes do anúncio da libertação do capitão americano Richard Phillips, resgatado ileso em uma operação militar da Marinha dos EUA, na qual morreram três dos quatro piratas que o mantinham como refém.

"As ações militares reduzirão a pirataria. Peço aos Governos de cujos países há navios sequestrados a tomar esse tipo de medida em vez de pagar resgates", destacou o governante regional.

Farole também mencionou a ação militar da França de sexta-feira, durante a qual um veleiro francês foi resgatado, mas com o prejuízo da morte de um dos cinco reféns.

"A ação das forças francesas está de acordo com nossa política para a pirataria", insistiu o presidente de Puntlândia.

Atualmente, os piratas somalis têm sequestrados 17 navios com quase 300 tripulantes, dos quais cerca de 100 são filipinos.

Organismos de assistência marítima e da ONU calculam que os piratas somalis receberam em 2008 entre US$ 100 milhões e US$ 150 milhões em resgates.

O dinheiro foi utilizado para a compra de armamento, equipamento naval e sistemas eletrônicos de navegação e comunicações. EFE ia/bba

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