Presidente de Madagascar segue protegido em sede da Presidência

Antananarivo, 16 mar (EFE).- O presidente de Madagascar, Marc Ravalomanana, permanece hoje no Palácio de Iavoloha, sede da Chefia de Estado, protegido pela guarda presidencial e por centenas de simpatizantes concentrados nas cercanias, apesar da pressão da oposição e de militares golpistas para que abandone o poder.

EFE |

Ravalomanana, segundo a imprensa local indicou hoje, disse à Guarda Presidencial: "estou disposto a morrer com vocês", se os militares rebeldes tentarem derrubá-lo à força.

No entanto, vários ministros e vice-ministros do Governo anunciaram hoje sua renúncia, em declarações à imprensa local, o que deixa Ravalomanana mais isolado, embora se mantenha na Presidência e rejeite abandonar o cargo para o qual foi eleito.

A situação é de tensão, depois que militares rebeldes, que apoiam o líder opositor, Andry Rajoelina, ocuparam ontem os escritórios presidenciais do palácio no centro de Antananarivo, que estavam desocupados há várias semanas.

Rajoelina, que pediu várias vezes apoio militar para derrubar o presidente e impor seu próprio Governo, solicitou ontem a detenção de Ravalomanana, e rejeitou uma proposta deste de convocar um plebiscito para resolver a crise, que começou em janeiro e que já deixou cerca de 140 mortos.

O coronel Andre Ndrianarijaona, que designou a si próprio como chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Amadas, apoia Rajoelina e, junto com outros comandantes militares e policiais, solicitou a renúncia de Ravalomanana e advertiu que a tomada do palácio em Antananarivo era o "último aviso".

O vice-almirante Mamy Ranaivoniarivo, ministro da Defesa e fiel a Ravalomanana, reiterou hoje um pedido aos rebeldes para que voltem à disciplina institucional.

O Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA) condenou ontem as tentativas anticonstitucionais e golpistas da oposição de Madagascar para obter o poder, e pediu que as forças políticas participem de um diálogo para resolver a crise. EFE fr/an

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