Presidente de Madagascar oferece plebiscito como solução a crise

Antananarivo, 15 mar (EFE).- Pressionado pela oposição a renunciar, o presidente de Madagascar, Marc Ravalomanana, anunciou hoje que se for necessário fará um plebiscito para encerrar crise política e de violência que o país vive desde janeiro.

EFE |

"Sigo no poder e, se for necessário, organizaremos um plebiscito" para resolver a situação, disse Ravalomanana diante de uma manifestação de seus seguidores reunidos em frente ao Palacio Presidencial de Iavoloha.

Ravalomanana respondeu assim às seguidas reivindicações do líder da oposição, Andry Rajoelina, que neste fim de semana exigiu novamente sua renúncia, acusando-o e desviar dinheiro público e violar a Constituição.

O opositor chegou a buscar o apoio de um setor do Exército a fim de derrubá-lo em um golpe de Estado.

"Temos uma só reivindicação, a renúncia de Ravolamanana", disse Rajoelina ontem a mais de 10 mil seguidores concentrados na Praça 13 de Maio, no centro da capital Antananarivo.

Ele deu ontem um prazo de "quatro horas" para que o chefe de Estado renunciasse e acrescentou que estava disposto a ir pessoalmente ao palácio presidencial para assumir o poder, ameaça que acabou não cumprindo.

A crise em Madagascar começou em 26 de janeiro, quando Rajoelina liderou uma manifestação de protesto contra Ravalomanana, em Antananarivo -da qual era prefeito.

Ali começou uma onda de confrontos com a Polícia que terminou com 140 mortos e sua destituição do cargo. EFE fr/jp

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