Presidente de Israel inicia consultas para nomear premiê

JERUSALÉM - O presidente israelense Shimon Peres iniciou nesta quarta-feira um processo de consultas aos líderes dos partidos para decidir quem ele escolherá para formar um governo de coalizão depois de eleições que não definiram um novo líder no Parlamento.

Reuters |


As conversas devem durar uma semana. A ministra do Exterior, Tzipi Livni, líder do partido centrista Kadima, e o líder da oposição, o direitista Benjamin Netanyahu, reivindicam o posto de primeiro-ministro depois das eleições de 10 de fevereiro.

O Kadima conquistou 28 dos 120 assentos do Parlamento, contra 27 do Likud. Apesar da vantagem de Livni, Netanyahu parece comandar o maior bloco de apoio e argumenta que sua nomeação como premiê traria estabilidade.

Livni, negociadora-chefe com os palestinos, disse ser a mais preparada para continuar as conversas de paz, apoiadas pelos Estados Unidos, e se ofereceu a trabalhar com Netanyahu como um parceiro menor na coalizão.

"Tzipi Livni tem melhores chances de formar um governo de união, o que Israel precisa agora", disse o ministro das Finanças Roni Bar-On, do Kadima, à repórteres após encontro com Peres na primeira rodada de consultas.

"Um governo de união significa um governo que se estica do centro aos extremos, tanto para a direita quanto para a esquerda. Não pode ser formado por um partido extremista".

Uma delegação do Likud se encontrou com Peres em seguida, e representantes de outros partidos se reunirão com o presidente na quinta e sexta-feiras. Pela lei israelense, Peres nomeia o candidato à premiê.

"Eu tenho fé e certeza que uma parceria abençoada será criada, com todos os que fizerem parte deste processo democrático atentos ao bem da nação", disse Peres em cerimônia.

O presidente tem até o dia 25 de fevereiro, de acordo com a lei, para nomear um parlamentar, que se tornará primeiro-ministro se conseguir formar uma coalizão. O candidato tem 42 dias para formar um novo governo e deve, então, conquistar a aprovação do Parlamento.

Por tradição, os presidentes escolhem o líder do maior partido. O impasse eleitoral pode significar que Livni e Netanyahu, ex-premiê, optem por forjar uma coalizão, de acordo com políticos de ambos os partidos.

Livni e seus aliados disseram que não se juntariam a um governo liderado por Netanyahu. Ele insiste em que deve ser o primeiro-ministro e diz poder formar um governo sem o Kadima e com o apoio de um bloco direitista de 65 parlamentares.

A decisão de Peres pode depender em quem o maior partido direitista, Yisrael Beitenu, com 15 cadeiras, recomendar como premiê. O partido ainda não anunciou sua preferência e tem debatido sobre a escolha.

Parlamentares de esquerda e de centro, possíveis aliados de Livni, conquistaram 55 assentos e nem todos se comprometeram em apoiá-la.

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