JERUSALÉM - O presidente de Israel, Shimon Peres, iniciou hoje consultas com os grupos parlamentares para decidir se convoca ou não eleições gerais, informaram fontes da presidência em comunicado.

Peres se reunirá hoje com os líderes de dez dos 13 grupos representados no Parlamento israelense (Knesset) e deverá tomar uma decisão antes da próxima quarta-feira.

O chefe do Estado deve optar por convocar eleições legislativas ou encarregar outro líder político pela formação de um novo Executivo, após a presidente do partido governante Kadima, Tzipi Livni, fracassar em sua tentativa de formar uma coalizão governamental com maioria parlamentar.


Livni não consguiu formar coalizão e eleições gerais devem se convocadas / AP

O Kadima apresentou hoje, primeiro dia do novo período de sessões do Parlamento, uma proposta de lei para que a Câmara seja dissolvida nos próximos 90 dias e pediu que ela seja votada hoje mesmo para que se fixe o mais rápido possível a data da convocação eleitoral.

Fracasso

Ministra das Relações Exteriores e negociadora-chefe nas conversações de paz com os palestinos mediadas pelos EUA, Tzipi Livni, abandonou os esforços para formar um governo . "Quando tive que optar entre sofrer extorsão contínua e adiantar as eleições, preferi as eleições", disse Livni, líder do partido Kadima, ao jornal Yedioth Ahronoth, fazendo referência às exigências orçamentárias do partido ultra-ortodoxo Shas.

Em comunicado divulgado por seu gabinete, Livni disse que o Kadima, "tendo provado que o que faz é o certo", vencerá a eleição parlamentar, que comentaristas políticos prevêem seja realizada em 17 de fevereiro, mais de um ano antes do previsto.

Os comentários de Tzipi Livni podem indicar que ela pretende disputar uma campanha eleitoral que a retrate como mulher de princípios diante de um eleitorado desiludido com as disputas internas da coalizão e as suspeitas de improbidade nos altos escalões.

"Quando ficou claro que os partidos estavam aproveitando a oportunidade para fazer exigências econômicas e políticas ilegítimas, decidi parar e seguir adiante com as eleições", disse Livni em seu comunicado.

Enquanto Israel se prepara para a eleição, o país continuará a ser liderado pelo primeiro-ministro Ehud Olmert, que renunciou em setembro em meio a um escândalo de corrupção mas, pela lei, continua no cargo até a formação de um novo governo.

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