Presidente de Israel considera possível acordo com palestinos em 2009

Berlim - O presidente israelense, Shimon Peres, considera possível um acordo com os palestinos em 2009, apesar da atual escalada de tensão na Faixa de Gaza, mas insiste em que não haverá negociação com o movimento islâmico Hamas, em declarações publicadas pela revista alemã Focus.

EFE |

As diferenças sobre as fronteiras estão "quase resolvidas", já que a questão afeta "apenas 2% ou 3% do território, o que pode ser resolvido", diz Peres.

No entanto, o presidente israelense diz que não se pode incluir o Hamas como interlocutor em negociações, pois este movimento "não quer negociar".

Peres descarta uma nova ocupação de forma permanente da Faixa de Gaza, mas sim que possa haver "ataques militares pontuais" contra o Hamas.

"Os terroristas trouxeram a escuridão à Faixa de Gaza, obstaculizam a criação de um Estado palestino. Não temos nenhum prazer em ver o sofrimento da população. Se pararem de atacar, nós também faremos o mesmo. Se não, daremos os passos necessários", afirma Peres.

Sobre se isso implicará em operações militares, o presidente responde que Israel será "muito precavido, para não afetar a população civil", que não apóia "ações brutais de castigo" e que, se houver essas ações pontuais, serão "de acordo com a necessidade e nossos princípios".

Israel abriu ontem as passagens com Gaza para permitir a entrada de ajuda humanitária, em uma tentativa de fortalecer a mediação do Egito para renovar a trégua com o Hamas.

A abertura dos postos fronteiriços aconteceu após a visita da ministra de Assuntos Exteriores israelense, Tzipi Livni, ao Cairo.

Livni insistiu ao presidente egípcio, Hosni Mubarak, para que faça valer sua influência e consiga a trégua do Hamas, mas disse também que fará "tudo o necessário" para conter os ataques a partir da Faixa de Gaza.

O Governo israelense prepara uma intervenção militar aérea e terrestre contra os grupos armados que atacam o território israelense com foguetes e bombas.

Esta operação não começaria até que o Executivo israelense se reúna amanhã, margem considerada necessária para ver se há alguma reação em direção à trégua por parte do Hamas.

Leia mais sobre: Faixa de Gaza

    Leia tudo sobre: faixa de gaza

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG