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Presidente de Israel chama Ahmadinejad de desgraça

Por Matt Spetalnick NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O presidente israelense, Shimon Peres, chamou Mahmoud Ahmadinejad de perigo e de desgraça na quarta-feira, repreendendo o colega iraniano por sua condenação a Israel e ao sionismo na ONU.

Reuters |

Assumindo o microfone um dia depois do discurso de Ahmadinejad, que culpou os "assassinos sionistas" por tudo, desde a crise financeira até a invasão russa da Geórgia, Peres disse: "A presença dele aqui já é uma vergonha".

A reunião dos líderes mundiais na Assembléia da ONU nesta semana foi o último episódio de uma longa guerra de palavras entre Israel e Irã, enquanto Teerã continua com seu programa nuclear, desafiando as sanções da ONU.

Ahmadinejad, que já disse no passado que Israel deveria sumir do mapa, bateu primeiro na terça-feira, discursando contra o Estado judaico e seu principal aliado, os EUA.

Suas acusações do controle sionista no sistema financeiro mundial foram rápida e amplamente denunciadas como anti-semitas.

"O povo iraniano não é nosso inimigo", disse Peres. "Seu líder é um perigo para seu próprio povo, para a região, para o mundo ... ele é uma desgraça para esta casa."

Peres, que já classificou o programa nuclear do Irã como "uma ameaça existencial" a Israel, fez um apelo para maiores ações da ONU contra Teerã, que já passa por três rodadas de sanções.

"Somos capazes de nos defender. Não queremos mudar esta capacidade", disse.

Israel, assim como os Estados Unidos, não descartou a ação militar como forma de resolver o impasse nuclear no caso de a diplomacia falhar. O ocidente e Israel acusam o Irã de tentar produzir armas nucleares. O Irã insiste que quer apenas a energia nuclear civil.

Acredita-se que Israel tenha o único arsenal nuclear no Oriente Médio.

Em seu discurso, Peres também lançou dúvidas sobre as chances de um acordo de paz entre Israel e Palestina até o final do ano, uma meta vista com ceticismo desde que o presidente dos EUA, George W. Bush, a anunciou em uma conferência de paz em novembro.

"Nós tentamos concluir aquelas negociações neste ano", disse Peres. "Aparentemente, levará um período de tempo mais longo. Acredito que isso pode ser atingido no próximo ano."

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