Presidente de Honduras pede resistência pacífica a golpe

CARACAS (Reuters) - O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, pediu a seus compatriotas que resistam de maneira pacífica ao golpe que o forçou a pedir asilo na Costa Rica neste domingo. Falando à emissora de televisão baseada em Caracas Telesur, Zelaya afirmou que seus seguranças repeliram os soldados por 30 minutos nesta manhã antes de ele ser sequestrado e levado a Costa Rica contra sua vontade.

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Zelaya declarou que "seis ou sete" pessoas da elite econômica do país estão por trás da operação, mas não quis dar os nomes para evitar violência.

Ele disse ainda que os Estados Unidos deveriam exigir que seu governo seja restituído e questionou Washington a esclarecer se havia tido algum papel na ação.

Os EUA negaram participação no golpe. "Não houve envolvimento nesta ação contra o presidente Zelaya", disse a Casa Branca à Reuters.

Mais cedo, o presidente Barack Obama afirmou que estava preocupado com a expulsão do presidente de Honduras.

"Qualquer tensão e disputa existente deve ser resolvida pacificamente através do diálogo, livre de qualquer interferência externa", disse Obama em comunicado.

(Por Frank Jack Daniel, com reportagem adicional de Ross Colvin em Washington)

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