Presidente de Honduras diz que não há razão para manter país isolado

San Salvador, 22 abr (EFE).- O presidente de Honduras, Porfirio Lobo, considerou hoje que não há razão justa para castigar seu país com o isolamento internacional estabelecido após o golpe de Estado que derrubou o ex-presidente Manuel Zelaya, em junho de 2009.

EFE |

"Pensem nos quase 8 milhões de hondurenhos, a maior parte de pessoas pobres", disse o governante, após participar de um encontro com estudantes em San Salvador, dirigindo-se aos países que ainda têm dúvidas sobre normalizar as relações diplomáticas com Honduras.

Lobo enfatizou que, "quando essas crises acontecem e as relações são interrompidas, os programas de ajuda são suspensos, o que prejudica os mais pobres de Honduras".

Após o golpe de Estado de 28 de junho do ano passado contra Zelaya, os países da América Central fizeram um acordo para retirar seus embaixadores de Tegucigalpa, enquanto a Organização dos Estados Americanos (OEA) suspendeu o país do bloco.

Durante o encontro com os jovens, o presidente hondurenho indicou que seu colega da Nicarágua, Daniel Ortega, "estava um pouco reticente em manter relações com Honduras", mas acrescentou que já falou com ele sobre o tema e o nicaraguense aceitou normalizar as relações.

Nós, das nações da América Central, "temos muito mais em comum que os países da União Europeia. Eles conseguiram se unir, então os centro-americanos devemos caminhar muito unidos", acrescentou.

O líder hondurenho, que assumiu o poder em janeiro passado, considerou importante a instalação da Comissão da Verdade e Reconciliação em seu país, que deve investigar o que ocorreu no golpe de Estado contra Zelaya e será assistida pelo secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, no próximo dia 4. EFE cp/dr-sa

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