CIDADE DO MÉXICO - O mandatário deposto de Honduras, Manuel Zelaya, criticou nesta quarta-feira o presidente norte-americano, Barack Obama, por haver atuado timidamente em relação ao golpe de Estado que o tirou do poder, no dia 28 de junho.


Após falar diante da Comissão Permanente do Congresso do México, país que visita desde terça-feira, Zelaya afirmou que, se quisesse, Obama poderia promover sua restituição "em cinco minutos", revertendo o golpe "com apenas uma das mãos".

Ele pediu aos Estados Unidos que atuem "com mais energia" para pressionar o governo de facto e seu presidente, Roberto Micheletti, que assumiu seu lugar. Segundo Zelaya, a ação da Casa Branca é um fator determinante para obter a normalização democrática em Honduras. 

"Nossa economia depende dos Estados Unidos, país com o qual mantemos 70% de nossa atividade econômica e relações militares", indicou. "Os Estados Unidos precisam entender esta mensagem, porque eles próprios estarão em risco se a violência começar a surgir" na América Latina, emendou.

O mandatário deposto também elogiou a "boa vontade" do presidente costa-riquenho, Oscar Arias, mediador do diálogo que busca solucionar a crise hondurenha, mas disse que ele foi "traído pelos militares golpistas".

Desde que Zelaya foi tirado do poder, Washington tem manifestado apoio a sua imediata restituição, e para tanto já suspendeu a cooperação militar que mantinha com Honduras.

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