Presidente da Ucrânia dissolve parlamento

O presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, dissolveu, nesta quarta-feira, o parlamento de seu país, semanas depois do colapso da coalizão pró-Ocidente que o governava. Em visita à Itália, Yushchenko anunciou, por meio de um discurso televisivo previamente gravado, a convocação da terceira eleição geral no país em três anos.

BBC Brasil |

Ele acusou a primeira-ministra, Yulia Tymoshenko, de "arruinar" o governo por causa de sua "sede de poder".

Yulia Tymoshenko e Yushchenko eram aliados durante a chamada "Revolução Laranja", em 2004, que levou forças pró-Ocidente ao poder depois uma desacreditada eleição presidencial.

Mas o partido de Yushchenko, chamado Nossa Ucrânia, saiu da coalizão do governo no dia 3 de setembro, depois que o grupo da primeira-ministra se aliou com o Partido das Regiões, pró-Moscou, para aprovar leis que o presidente viu como uma ameaça à sua autoridade.

Segundo a Constituição, o prazo para a formação de um novo governo era de 30 dias.

Muitos analistas afirmam que Yulia pretende se candidatar à Presidência em 2010.

Ameaça externa

O presidente não marcou uma data para as novas eleições, mas, de acordo com a Constituição, o pleito deve acontecer no máximo dois meses após da dissolução no parlamento.

"Estou convencido de que a coalizão democrática foi arruinada por apenas uma coisa, a ambição humana", disse o presidente no discurso de cinco minutos de duração.

"A ambição de uma pessoa. A sede de poder, os valores diferentes, interesses pessoais que precederam os interesses nacionais", completou.

Em uma aparente referência à influência russa na Ucrânia, Yushchenko também citou "ameaças externas".

"Em um tempo de potenciais ameaças externas, um cenário hostil foi lançado", disse Yushchenko. "Nós temos visto uma nova ameaça, uma tendência trazida do exterior para tentar quebrar as forças democráticas nacionais".

Inconstitucional

O líder do partido da primeira-ministra no parlamento, Andrei Portnov, condenou a decisão do presidente, que classificou como " inconstitucional e sem sentido".

"O que aconteceu hoje foi 100% provocado pelo presidente. É ele quem está por trás do colapso da coalizão".

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