Presidente da Ucrânia critica nova coalizão parlamentar de oposição

Kiev, 17 dez (EFE) - O presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, expressou hoje sua radical oposição à nova coalizão parlamentar forjada pelos partidos que protagonizaram a Revolução Laranja de 2004. No congresso do Nossa Ucrânia (NU, o partido presidencialista) foi decidido que não era possível restabelecer a coalizão com o Bloco de Yulia Timoshenko (BYT) na Rada (Parlamento), afirmou Yushchenko, informou a Presidência ucraniana em comunicado. O líder ucraniano disse ser favorável à expulsão dos deputados do NU que infringiram essa decisão ao assinar na terça-feira o acordo de coalizão com o BYT, a governista Autodefesa Popular (AP) e o minoritário bloco de Vladimir Litvin (BL). É um processo positivo, um processo de purificação. Há muito que esperava que nossa gente tomasse uma decisão sobre suas idéias políticas e seu lugar no partido, disse.

EFE |

O presidente ucraniano, no poder desde o começo de 2005, afirmou que "a chamada coalizão foi formada a partir da corrupção política, isso é um fato".

"Esta coalizão só pode funcionar se um de seus membros é o Partido Comunista. Se falamos deste tipo de coalizão, é ainda mais vergonhoso. A ideologia dos comunistas categoricamente não pode ser aceita pela comunidade democrática", ressaltou.

Yushchenko se mostrou convencido de que a criação da coalizão responde exclusivamente ao desejo da primeira-ministra, Yulia Timoshenko, de continuar no poder.

Em sua opinião, à frente do Governo deve estar uma pessoa capaz de tomar decisões práticas e promover mudanças efetivas para superar os efeitos da crise financeira.

O pacto laranja foi apoiado por 37 deputados do total de 72 com os quais conta o NU-AP na Rada Suprema, por isso a coalizão dispõe só de 214 cadeiras, 12 a menos que a maioria parlamentar.

Todos os deputados do BYT e do BL assinaram na véspera o acordo de coalizão, que, inicialmente, resolvia definitivamente a mais recente crise política ucraniana. EFE bk/db

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