Presidente da Ucrânia antecipa eleições legislativas para dezembro

(corrige guia, matéria não é pauta) Kiev, 9 out (EFE).- O presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, convocou hoje eleições parlamentares antecipadas no país para o dia 7 de dezembro após dissolver o Parlamento, apenas com um ano de realização do último pleito.

EFE |

A decisão, que acaba com as esperanças do país de começar seu plano de adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), foi tomada com o objetivo de superar uma nova crise de poder pela disputa entre as forças políticas adversárias, que incluiria rompimentos de alianças e troca de partidos.

Todas as legendas, menos a coalizão governista Nossa Ucrânia (NU), criticaram Yushchenko pela decisão à qual tinha direito, mas que não era obrigado a tomá-la. Porém, eles se mostraram dispostos a iniciar a campanha eleitoral.

O presidente ucraniano dissolveu o Conselho Supremo devido ao rompimento da aliança laranja, atual coalizão de Governo, e à incapacidade dos deputados de criar uma nova força no prazo de um mês, como define a Constituição.

A mais nova crise começou há um mês, quando a Coalizão Yulia Timoshenko (BYuT), um dos pilares da aliança, se juntou à oposição no Conselho Supremo para aprovar um projeto de lei que reduzia os poderes do presidente e simplificava o procedimento para sua cassação.

Yushchenko acusou Timoshenko de tentar implantar "uma ditadura da primeira-ministra" e de "traição" ao firmar um pacto secreto com o Partido das Regiões (PR), do ex-primeiro-ministro ucraniano Viktor Yanukovich, pró-russo, e principal legenda da oposição.

Em 3 de setembro, o bloco formado pelo NU e a Autodefesa Popular abandonou a coalizão laranja e ignorou as tentativas posteriores de Timoshenko de restabelecer essa aliança.

"O presidente partia do fato de que o Parlamento estava paralisado e devia encontrar uma saída", disse Roman Zvarich, um dos líderes do NU, para justificar a convocação de eleições antecipadas.

O BYuT chamou de "anticonstitucional" a dissolução do Conselho Supremo, que Timoshenko rejeitava dizendo que a economia do país será gravemente afetada pela presença de um Governo interino justamente durante a crise financeira mundial. EFE bk/wr/dp

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