Presidente da Somália ratifica estado de emergência no país

Mogadíscio, 22 jun (EFE).- O presidente da Somália, Sharif Sheikh Ahmed, ratificou hoje o decreto que declara estado de emergência no país, diante das ameaça feitas por grupos radicais islâmicos que pretendem tirá-lo do poder.

EFE |

Sheikh Ahmed afirmou em entrevista coletiva que a declaração do estado de emergência em meio à guerra aberta na Somália, "se deve à intensificação da violência em todo o país".

No sábado passado, o Gabinete somali aprovou o estado de emergência e pediu "ao mundo e aos países vizinhos que ajudem rapidamente", depois que o Parlamento fez um pedido à Etiópia, Quênia, Iêmen e Djibuti para enviarem tropas em menos de 24 horas, para salvar o Governo.

Tanto o Governo, quanto o Parlamento somali disseram que a ofensiva de "Al Shabab" e outras milícias radicais islâmicas, na qual participam centenas de combatentes estrangeiros, é liderada por um geral paquistanês ligado à rede terrorista Al Qaeda.

"As células da Al Qaeda no país estão retirando a bandeira somali de seus pontos de atuação e trocando por uma negra, o que significa que o país está sob o poder da Al Qaeda", afirmou o ministro da Informação da Somália, Farhan Ali Mohamud, em entrevista coletiva, no sábado.

Horas antes, o presidente do Parlamento , Sheikh Aden Mohammed Noor, tinha dito que "a Somália está em perigo" e pediu ao mundo, e principalmente aos países vizinhos, que enviem tropas imediatamente, "ou serão os próximos, caso os terroristas tomem o poder".

O Governo da Etiópia, que manteve tropas na Somália de 2006 a 2008 para apoiar o Governo Transitório do país, disse que não enviaria soldados "sem um mandato internacional", segundo a emissora local "Rádio Shabelle".

O primeiro-ministro queniano, Raila Odinga, pediu à comunidade internacional "assistência militar" para o Governo da Somália.

Em comunicado divulgado hoje, o presidente da Comissão da União Africana (UA), Jean Ping, afirmou que o Governo da Somália, "como autoridade legítima e internacionalmente reconhecida, tem o direito de pedir o apoio dos outros membros da União Africana e da comunidade internacional". EFE ia/pd

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