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Presidente da Somália enfrenta Parlamento e nomeia novo primeiro-ministro

Mogadíscio, 16 dez (EFE).- O presidente da Somália, Abdullahi Yusuf, nomeou hoje um novo primeiro-ministro apesar de o Parlamento ter rejeitado ontem sua decisão de destituir o chefe de Governo anterior, Nur Hassan Hussein.

EFE |

Yusuf proclamou como novo primeiro-ministro Mohamed Guled, chefe militar com o qual o presidente tem uma estreita relação.

"Respeitando os conselhos dos membros do Parlamento e a atual situação de nosso país, nomeio o novo primeiro-ministro", declarou Yusuf à imprensa em entrevista coletiva na cidade de Baidoa, onde se reúne a Assembléia Nacional.

O Parlamento da Somália se mostrou ontem insatisfeito com a decisão do presidente, que chamou de "violação dos estatutos nacionais" e a submeteu a votação, na qual 143 dos 177 deputados presentes na sessão apoiaram Hussein.

"Não estou de acordo com a decisão do Parlamento de ontem de apoiar o primeiro-ministro que eu destituí, portanto este novo chefe do Governo é o legítimo", declarou Yusuf.

Guled afirmou hoje que fará todos os seus esforços realizar a mediação com os membros do Parlamento e para recuperar a confiança da comunidade internacional no Governo da Somália.

"Estou muito comprometido com o processo de paz e voltarei a trazer a estabilidade para o país" afirmou.

O porta-voz da Assembléia Nacional, Adan Mohammed Noor, declarou hoje à Agência Efe que "o presidente é o chefe da República e pode nomear um novo primeiro-ministro, mas não tem o poder necessário para poder destituí-lo".

"Neste Governo os poderes estão divididos e nenhum dos líderes pode violar os domínios do outro", acrescentou o porta-voz.

Segundo Noor, o presidente tentou exercer pressão sobre os membros da Assembléia Nacional para que apoiassem sua decisão, mas não conseguiu ganhar sua confiança.

"Yusuf está em constante conflito com os líderes do Governo, por isto despediu o anterior porta-voz do Parlamento, o ex-primeiro-ministro e agora também pretende se desfazer de Hussein", declarou Noor.

Yousef e Hussein, dois antigos coronéis do Exército somali, começaram a se enfrentar quando o primeiro-ministro destituiu o prefeito de Mogadíscio, Mohammed Omar Habeb.

A atual crise do Governo Federal de Transição acontece em um momento no qual as tropas etíopes começam a se retirar da Somália após dois anos de presença, após acudir em ajuda do Exército somali em dezembro de 2006 depois de os radicais islâmicos tomarem o controle de boa parte do país. EFE aa/fal

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