Caracas, 25 mar (EFE).- O presidente do canal de TV opositor Globovisión, Guillermo Zuloaga, detido hoje e levado perante o juiz por supostas ofensas ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi posto em liberdade, mas não está autorizado a deixar o país.

"Foi um dia surpreendente", disse Zuloaga à imprensa, ao fim da audiência de mais de duas horas.

Mais cedo, a procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, havia confirmado que a emissão da ordem de detenção era para não permitir uma possível fuga de Zuloaga para escapar dos processos na Justiça.

Segundo ela, Zuloaga pode ter incorrido em "vários delitos por ofensa" e por "divulgação de informação falsa".

Luisa Ortega Díaz lembrou que recebeu ontem um documento da Assembleia Nacional (Legislativo, unicameral) para o início de uma investigação pelas declarações de Zuloaga na Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), consideradas "desrespeitosas e ofensivas" ao presidente Hugo Chávez.

Logo após a detenção, ocorrida num aeroporto no noroeste da Venezuela, várias entidades saíram em defesa do presidente do canal, que se preparava para uma viagem de férias nas Antilhas Holandesas.

A Organização dos Estados Americanos (OEA), a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), a SIP, a Associação Internacional de Radiodifusão (AIR ), a Human Rights Watch (HRW) e o Governo do Canadá estão entrem os que criticaram e mostraram preocupação com o caso. EFE eb/rr

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