Presidente da Pastoral da Criança diz que Zilda foi uma mãe para os brasileiros

O arcebispo Aldo di Cillo Pagotto, presidente do Conselho Diretor da Pastoral da Criança, lamentou em nota a morte de Zilda Arns, fundadora e coordenadora da pastoral. Ele afirmou que Zilda foi um exemplo de mulher ¿sempre preocupada com os mais desassistidos nos grandes bolsões de pobreza do nosso Brasil e também de outros países¿.

Rodrigo Haidar, iG Brasília |

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    Zilda Arns tinha 75 anos

    Zilda Arns tinha 75 anos

    Aldo Pagotto registrou que Zilda Arns deixa milhares de seguidoras do seu trabalho. São líderes comunitárias espalhadas pelo mundo, que vão de porta em porta, de casa em casa, ensinando às mães noções simples de cuidados com os filhos que possam, em áreas sem condições humanas básicas, garantir a sobrevivência de milhares de meninos e meninas. De acordo com o arcebispo, a médica foi uma mãe para todos os brasileiros.

    A morte da médica pediatra e sanitarista Zilda Arns foi confirmada nesta quarta-feira pelo governo brasileiro. O senador Flávio Arns recebeu a notícia da morte de sua tia do gabinete da Presidência da República. Zilda cumpria agenda de palestras sobre o trabalho da Pastoral da Criança e do Idoso por várias regiões da América Central, quando fez uma parada no Haiti para visitar o país.

    O cardeal-arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, foi avisado da morte da irmã por telefone pelo chefe de Gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Ela morreu de uma maneira muito bonita, morreu na causa que sempre acreditou, comentou.

    O corpo da médica será trazido do Haiti em avião da Força Aérea Brasileira (FAB). O velório e enterro serão em Curitiba, onde moram os quatro filhos de Zilda. D. Paulo já informou que não poderá comparecer e pediu que d. Pedro Stringhini, bispo de Franca, o represente.

    Leia a nota do presidente da Pastoral da Criança

    "É com grande pesar que a Arquidiocese da Paraíba recebe a lamentável notícia da morte da Dra. Zilda Arns Neumann, fundadora da Pastoral da Criança. Ela foi uma das vítimas do terremoto que devastou o Haiti.

    A nossa querida Zilda continua viva em nossos corações pelo exemplo de mulher sempre preocupada com os mais desassistidos nos grandes bolsões de pobreza do nosso Brasil e também de outros países. O bem-estar das nossas crianças foi a preocupação que regeu a vida dessa batalhadora que chegou a ser indicada ao Prêmio Nobel da Paz. Humanitária, preocupou-se também com o outro extremo da nossa vida terrestre: as pessoas idosas, sendo fundadora da Pastoral que atende a esse público.

    Dra. Zilda deixa milhares de seguidoras do seu trabalho. São líderes comunitárias espalhadas pelo mundo, que vão de porta em porta, de casa em casa, ensinando às mães noções simples de cuidados com os filhos que possam, em áreas sem condições humanas básicas, garantir a sobrevivência de milhares de meninos e meninas.

    Ficará guardado na nossa memória, eternamente, aquele sorriso aprazível, de carinho, de conselheira, de mãe. Foi isso que Dra. Zilda foi: uma mãe para todos os brasileiros. 

    Aldo di Cillo Pagotto
    Arcebispo Metropolitano da Paraíba
    Presidente do Conselho Diretor da Pastoral da Criança"

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