Presidente da Ossétia do Sul critica inoperância de observadores europeus

Moscou, 18 out (EFE).- O presidente da região separatista da Ossétia do Sul, Eduard Kokoiti, acusou hoje os observadores da União Européia (UE) de inoperância ante as provocações do Governo da Geórgia.

EFE |

"A situação na região da fronteira entre a Ossétia do Sul e a Geórgia se agrava de novo. Praticamente todos os dias os postos das forças de segurança da Ossétia do Sul são atacados", disse Kokoiti, citado pela agência "Interfax".

Kokoiti acrescentou que "os observadores europeus cumprem de maneira muito estranha sua missão de não reagir" aos ataques e aos "seqüestros".

"A tendenciosidade dos observadores internacionais é evidente.

Sua atividade não contribui para melhorar a situação. Pelo contrário, só piora", frisou.

Kokoiti acusou a Geórgia de "violar" o plano de cessar-fogo e retirada de tropas assinado pelos presidentes da Rússia e da França "perante o silêncio dos observadores internacionais".

Hoje, o Ministério do Interior da Ossétia do Sul informou que georgianos armados com metralhadoras atacaram vários postos da região separatista.

Em 10 de outubro, os 200 observadores enviados pela UE assumiram sozinhos o controle da zona de segurança que separa as regiões separatistas da Abkházia e da Ossétia do Sul do território georgiano administrado por Tbilisi.

Em cumprimento ao acordo entre Rússia e a UE, as tropas russas deixaram a faixa de segurança em 10 de outubro, embora esta semana tropas comuns tenham começado a se posicionar na Abkházia e na Ossétia do Sul.

Os observadores civis europeus não carregam armas e permanecerão na região por pelo menos um ano, para garantir o retorno dos refugiados georgianos.

Ao todo, 22 países europeus contribuem com a missão de observadores, entre eles Itália, Polônia, Alemanha, Suécia, Espanha e França.

A UE também quer posicionar observadores na Abkházia e na Ossétia do Sul, mas os presidentes das duas regiões separatistas se recusam a aceitar. EFE io/wr/sc

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