Presidente da Opep exorta países membros a reduzir produção

ARGEL (Reuters) - Os membros da Opep não têm escolha senão implementar os cortes acordados na produção e informar seus clientes das reduções, se quiserem que o preço do petróleo se estabilize em entre 70 e 90 dólares o barril, disse no domingo o presidente da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), Chakib Khelil. Khelil, que também é o ministro das Minas e Energia da Argélia, disse à rádio estatal de seu país que a Arábia Saudita é crucial para o êxito das reduções e que se o maior exportador de petróleo do mundo demorar a implementar a ação, o preço do petróleo poderá ser afetado.

Reuters |

"Acho que é isso o que o mercado está aguardando agora: para ver se realmente é feita uma redução no mercado e não aceitar sem questionar as declarações dos diferentes tomadores de decisões sobre um corte, ou outro corte, ou suas intenções. É o que é visto no mercado que vai afetar os preços."

Indagado sobre o efeito que a visita do primeiro-ministro britânico Gordon Brown à Arábia Saudita no domingo pode ter sobre o plano da Opep para estabilizar os preços, Khelil respondeu: "Tudo depende do impacto sobre a decisão da Arábia Saudita. Se esta adiar a redução ou a não a fizer, é claro que haverá um impacto sobre o preço do petróleo."

A Opep decidiu em reunião realizada em Viena em 24 de outubro reduzir a produção mundial de petróleo em 1,5 milhão de barris por dia, ou cerca de 5 por cento, a partir de 1 de novembro, para interromper a queda de mais de 50 por cento nos preços.

Agora os negociadores de petróleo estão procurando evidências de que essa promessa esteja sendo cumprida. Um sinal chave disso será se os fornecedores do Golfo informaram às refinarias asiáticas que os volumes serão reduzidos.

"A Arábia Saudita ainda não informou seus clientes do corte de 5 por cento que acordamos, enquanto todos os outros países membros já o fizeram. Eu mesmo escrevi para os membros para informá-lo que isso precisa ser feito porque é a única maneira de o mercado ver que a decisão tomada em Viena é séria", explicou Khelil.

Normalmente, na metade de cada mês, a Arábia Saudita informa seus clientes quanto petróleo vai lhes vender no mês seguinte. Desde o final do ano passado o reino vem fornecendo às refinarias asiáticas o valor total contratado.

Khelil disse acreditar que todos os membros da Opep estão satisfeitos com os volumes menores que lhes foram destinados pelo acordo da organização.

"Não vamos rever a política de cotas porque todo o mundo está satisfeito com as cotas", disse ele.

"Os países membros não têm outra escolha, se quiserem preços estáveis de entre 70 e 90 dólares. Não têm outra escolha senão efetuar a redução de sua produção."

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