Presidente da Mauritânia renuncia oficialmente e facilita eleição em 18 de julho

NUAKCHOTT (Reuters) - O presidente deposto da Mauritânia, país islâmico do noroeste da África, renunciou oficialmente e colocou uma nova unidade de governo em um acordo com os soldados que o derrubaram para permitir uma eleição presidencial no próximo mês. A eleição tem como objetivo restaurar a democracia, após um golpe de Estado no país em agosto do ano passado.

Reuters |

O presidente Sidi Mohamed Ould Sheikh Abdallahi anunciou sua renúncia na noite de sexta-feira, após nova rodada de conversas com as autoridades militares mediadas pelo presidente do Senegal, Abdoulaye Wade.

"Eu declaro que, voluntariamente, renuncio a minha posição como presidente", disse Abdallahi, primeiro presidente eleito na história do país. Ele foi derrubado após menos de dois anos no poder.

A crise desestabilizou ainda mais a Mauritânia.

As funções ministeriais no governo interino serão compartilhadas entre a junta militar do general Mohamed Ould Abdel Aziz e a Frente Nacional para a Defesa da Democracia, coalizão da oposição.

Cada grupo terá 13 ministérios, enquanto o primeiro-ministro Moulaye Ould Mohamed Laghdaf manterá seu posto.

"Nós estamos a caminho de eleições livres e transparentes em 18 de julho", disse Abdel Aziz.

(Por Vincent Fertey e Ibrahima Sylla)

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