Presidente da Inguchétia mandou matar jornalista opositor, diz site

Moscou, 21 set (EFE) - O jornalista opositor Magomed Yevloyev foi assassinado por encomenda do presidente da república russa da Inguchétia, segundo os resultados de uma investigação independente publicados sábado à noite no site ingushetiya.ru.

EFE |

Yevloyev, fundador da página na internet, morreu no dia 31 de agosto com um tiro na cabeça quando disparou - "acidentalmente", segundo a versão oficial - a pistola de um dos policiais que o haviam detido no aeroporto e o levavam em uma viatura policial à delegacia para que "prestasse depoimento".

Segundo o site, no mesmo dia 31, o presidente inguche, Murat Zyazikov, ligou ao chefe de seu serviço de segurança, que é seu primo, para informá-lo de que o jornalista viajaria no mesmo avião que ele e para ordenar seu assassinato.

O primo do presidente inguche, por sua vez, entrou em contato com o responsável pelos serviços de segurança do ministro do Interior da república russa, que, por sua vez, informou ao titular dessa pasta, Musa Medov.

Medov se encarregou de reunir agentes para participarem do assassinato para o responsável pelos serviços de segurança do ministro do Interior, que, por sua vez, escolheu os candidatos entre seu serviço de guarda-costas, acrescenta o site "ingushetiya.ru".

O jornalista foi detido ao chegar ao aeroporto de Magas, a capital inguche, "para ser levado a dependências policiais a fim de que prestasse depoimento" sobre uma explosão ocorrida na maior cidade da Inguchétia, Nazran, informou então o Ministério do Interior dessa república.

Segundo o site opositor, após a detenção do jornalista, o chefe dos serviços de segurança do ministro do Interior inguche ligou a Medov para informar que haviam "acabado" com o repórter.

A lista dos supostos implicados publicada pelo "ingushetiya.ru" e liderada pelo presidente da república da Inguchétia aponta para 16 pessoas, das quais duas ainda não foram identificadas, acrescenta o portal, segundo os resultados da investigação realizada por pedido de amigos do jornalista.

Um dia depois da morte de Magomed Yevloyev, o presidente da Inguchétia, república vizinha da Chechênia, prometeu uma investigação minuciosa do caso. EFE egw/db

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