Presidente da Inguchétia é gravemente ferido em atentado

O presidente da república russa da Inguchétia, Yunus Bek Ekurov, foi gravemente ferido nesta segunda-feira em um atentado que abala seriamente as esperanças do Kremlin de pacificar esta região instável do Cáucaso.

AFP |

Ekurov, 45 anos, herói do exército russo nomeado em outubro de 2008 à presidência da Inguchétia para tentar estabilizar esta região vizinha da Chechênia, foi alvo de um carro-bomba em Nazran, a maior cidade inguche, nesta segunda-feira às 08H30 locais (01H30 de Brasília).

Uma bomba de 70 kg de TNT colocada em um veículo estacionado à beira da estrada explodiu na passagem do cortejo presidencial, destacou o comitê de investigação do Ministério Público em comunicado.

Segundo testemunhas, a explosão foi tão forte que as janelas de vidro tremeram até o centro de Nazran, apesar de o ataque ter sido perpetrado na periferia da cidade.

O presidente inguche, que segundo o MP sofre de queimaduras e traumatismos diversos, foi operado em emergência em Nazram e transferido em seguida a Moscou junto com seu irmão, Uvais, também ferido no atentado, frisou a presidência da Inguchétia, citada pela agência Ria Novosti.

"A operação transcorreu sem problemas, mas o estado dele continua grave", declarou à AFP um dos cirurgiões do hospital de Nazran.

O motorista do veículo morreu na explosão, ressaltou o MP russo. Vários guarda-costas do presidente ficaram feridos.

"O ataque contra o presidente da Inguchétia é um ato terrorista. É a ação de bandidos", denunciou o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, segundo imagens transmitidas pela TV russa.

"Nos últimos tempos, ele trabalhou muito para restabelecer a ordem e a paz civil na república. Os bandidos não gostam disso", acrescentou, defendendo uma "resposta dura", inclusive na Chechênia.

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, qualificou de "nazistas" os autores do atentado, cometido no dia em que a Rússia recordava a invasão da União Soviética pela Alemanha nazista, em 22 de junho de 1941.

A Inguchétia é abalada por uma insurreição inspirada dos movimentos separatistas islâmicos que combateram Moscou na Chechênia nos anos 90 e no início dos anos 2000.

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