Presidente da Índia defende aproximação com o Brasil

Brasília, 15 abr (EFE).- A presidente da Índia, Pratibha Devisingh Patil, insistiu hoje em que a extensão das economias de seu país e do Brasil deveria ser aproveitada para reforçar a troca comercial, a qual considerou insuficiente para as dimensões das duas nações.

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Durante sua visita ao Brasil, Patil se encontrou com empresários em São Paulo na segunda-feira, fez uma visita particular no Rio de Janeiro e chegou hoje a Brasília.

Suas atividades oficiais na capital incluíram reuniões com os presidentes da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, e do Senado, Garibaldi Alves Filho.

No Senado, a presidente indiana discursou no plenário, e pediu aos parlamentares que promovam mais as relações comerciais entre os dois países, já que as economias de ambas as nações estão entre as 12 maiores do mundo.

Em 2007, o comércio bilateral girou em torno de US$ 3,1 bilhões, com a balança equilibrada, e calcula-se que chegue a US$ 4 bilhões até o fim deste ano.

Durante uma reunião com empresários brasileiros na segunda-feira em São Paulo, Patil disse que a meta dos dois países deve ser alcançar uma troca comercial de US$ 10 bilhões até 2010.

Chinaglia disse que essas relações comerciais devem ser reforçadas com uma maior divulgação das culturas brasileira e indiana, declarando que são "tão ricas quanto multiculturais".

Após sua visita ao Congresso, Patil se dirigiu ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde foi recebida pela presidente do órgão, Ellen Gracie.

Ao terminar essa visita protocolar, Patil foi até a Praça dos Três Poderes.

Na praça, se aproximou de algumas crianças de uma escola local, e tentou cantar com elas, apesar das dificuldades com o português.

Patil será recebida amanhã pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma reunião de trabalho e depois participará de um almoço, antes de seguir viagem para o México.

Na agenda de Patil e Lula, segundo fontes oficiais, as negociações da Rodada de Doha ocuparão lugar de destaque, já que os dois países são atores fundamentais como líderes do Grupo dos 20 (G20), que pressiona por uma redução dos subsídios concedidos pelas nações mais ricas à agricultura. EFE ed/bf/db

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