Guatemala, 4 set (EFE).- O presidente da Guatemala, Álvaro Colom, entregou temporariamente ao Exército o controle da Casa Presidencial e do Palácio Nacional da Cultura, sedes de sua Administração, após descobrir que é objeto de espionagem.

Em entrevista coletiva, na qual esteve acompanhado de todos os seus ministros e secretários de Estado, Colom mostrou microfones, câmeras de vídeo e receptores de sinais de comunicação "secretos" que, segundo disse, foram achados no interior da Casa Presidencial, em seu escritório particular, no sul da cidade, e nos escritórios de sua mulher, Sandra Torres.

Os "grampos", disseram à Agência Efe fontes da Presidência, foram descobertos pelos membros da segurança do presidente, um grupo de ex-guerrilheiros que o protegem há mais de dez anos.

O presidente guatemalteco declarou que "pode haver um traidor" no Governo e que já detém "informações de onde pode vir" a espionagem.

Porém, se recusou a dar detalhes a respeito, já que as pistas são "muito leves".

Semanas atrás, Colom já havia denunciado que era alvo de escutas telefônicas por parte de pessoas interessadas em prejudicar sua Administração. À epoca, também afirmou que iniciaria uma profunda investigação sobre o caso.

Antes que Colom comparecer à imprensa nesta quinta-feira, unidades do Exército tomaram o controle do Palácio Nacional da Cultura, antiga casa de Governo e onde costumam ser realizados os atos oficiais.

Também foi ocupada a Casa Presidencial, que, assim como o outro prédio, foi isolada. EFE cal/sc

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