Presidente da Guatemala nega ter mandado assassinar advogado

Guatemala, 12 mai (EFE).- O presidente da Guatemala, Álvaro Colom, rejeitou hoje o conteúdo do vídeo gravado pelo advogado Rodrigo Rosenberg Marzano antes de ser assassinado, no qual acusa o chefe de Estado e a esposa desse de ter participação em sua morte.

EFE |

Trata-se de uma trama de "gente covarde e rasteira", assegurou Colom em entrevista, acompanhado da equipe de Governo.

"Desqualificamos totalmente o vídeo. Graças a Deus tenho meu coração limpo. Este Governo não é pistoleiro nem assassino, isso podemos demonstrar", disse Colom na Casa Presidencial, onde recebeu os jornalistas.

O presidente assegurou desconhecer os motivos que levaram Rosenberg Marzano a gravar o vídeo, assim como as pessoas que o teriam motivado a isso, mas assegurou que faz parte da campanha de desestabilização sofrida desde o início de seu Governo, em janeiro de 2008.

"Não sou assassino, não sou narcotraficante. Tudo o que diz o vídeo está totalmente fora de sentido. Este Governo não é de perseguição nem de repressão", insistiu o chefe de Estado.

Rosenberg Marzano, um advogado de 47 anos, foi assassinado no domingo em um bairro residencial no sul da capital da Guatemala.

Ele gravou um vídeo onde explicou as razões pelas quais previa que seria assassinado e assinou uma declaração na qual acusa Colom e a esposa, Sandra Torres, de planejar sua morte.

"A razão pela qual estou morto é porque, até o último momento, fui advogado do empresário Khalil Moussa e de sua filha Marjorie Moussa", assassinados a tiros em 14 de abril em um setor do sul da capital guatemalteca.

Segundo o vídeo, Moussa e sua filha foram mortos por querer denunciar o desvio de fundos da Administração Colom e da esposa, afirma o advogado em sua declaração póstuma.

O presidente assegurou que colocou à disposição da Promotoria as três agências de inteligência do Estado, para que ajudem a esclarecer o assassinato do advogado, do empresário e da filha desse.

Hoje, o líder da oposição da Guatemala Otto Pérez pediu a Colom que se afaste do cargo para esclarecer a suposta participação nos crimes. EFE ca/db

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