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Presidente da Geórgia é cadáver político , diz Medvedev

O presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, qualificou o seu colega georgiano, Mikhail Saakashvili, como um cadáver político, dizendo que não o reconhece como presidente. O president Saakashvili não existe mais aos nossos olhos.

BBC Brasil |

Ele é um cadáver político", afirmou, na TV italiana Rai.

Segundo Medvedev, o apoio americano a Saakashvili ajudou a provocar a crise que levou as tropas russas a invadirem a Geórgia.

"Infelizmente, em determinado ponto eles deram a Saakashvili carta branca para qualquer ação, inclusive militar", disse.

A Rússia não teme o isolamento pelos países ocidentais, que condenaram a intervenção russa, disse o presidente da Rússia.

Os combates entre tropas da Rússia e da Geórgia começaram no dia 7 de agosto depois que militares georgianos tentaram retomar a região separatista da Ossétia do Sul à força.

Forças russas lançaram um contra-ataque e o conflito terminou com a expulsão de tropas georgianas da Ossétia do Sul e da Abecásia. A Rússia reconheceu a independência das duas regiões, mas foi o único país a fazer isso.

Acordo de paz
O embaixador da Rússia para a União Européia, Vladimir Chizhov, afirmou nesta terça-feira, em Bruxelas, que seu país já cumpriu todos os seis pontos do acordo de paz assinado com a Geórgia.

O cumprimento do acordo foi a condição imposta pelos líderes europeus para dar seqüência às negociações de um novo tratado de associação entre a Rússia e o bloco europeu.

"Com a declaração (adotada durante a cúpula extraordinária de segunda-feira), a União Européia está batendo uma porta aberta: todos os contingentes já se retiraram da Geórgia", disse Chizhov em entrevista coletiva. "A Rússia já implementou integralmente o plano de seis pontos."
Segundo o embaixador, a permanência de 500 soldados russos em território georgiano está prevista no acordo de paz, mas não é reconhecida pela União Européia e pela Geórgia devido a "diferentes interpretações" do acordo.

A Rússia defende que o plano de paz assinado pelo presidente Dmitry Medvedev incluía um preâmbulo que foi suprimido na versão aprovada pelo presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, assim como o compromisso de iniciar um debate internacional sobre o futuro status das regiões separatistas de Abecásia e Ossétia do Sul.

Duas versões
De fato, o presidente francês Nicolas Sarkozy, promotor do acordo, informou que havia mudado a proposta inicial a pedido de Saakashvili, que não estava disposto a aceitar um questionamento sobre o status de suas províncias.

"O que Saakashvili assinou não era o texto completo, e isso deve ter influenciado as interpretações e as decisões do conselho europeu", disse Chizhov.

Medvdev não teria assinado a segunda versão do texto e, por isso, não a considera válida.

É isso que tentará explicar aos líderes europeus durante a reunião que realizarão em Moscou na próxima segunda-feira e que poderá definir o futuro das relações entre a União Européia e a Rússia.

Ambas as partes deveriam se reunir nos próximos dias 15 e 16 em Bruxelas para continuar as negociações para o novo acordo de associação, que vem sendo adiado por quase dois anos devido a diferenças entre os países europeus sobre como a ex-potência soviética deve ser tratada.

"Se no dia 8 de setembro a retirada das forças russas (da Geórgia) não estiver completa, então teremos que revisar nossas decisões", disse Sarkozy na segunda-feira, ao terminar a reunião dos líderes europeus sobre a crise no Cáucaso.

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