Presidente da Geórgia diz que confronto com separatistas não é benéfico

Tbilisi, 7 ago (EFE).- O presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, afirmou hoje que o recrudescimento do confronto na região do conflito entre a Geórgia e Ossétia do Sul não favorece os interesses da Geórgia nem os da Rússia.

EFE |

Saakashvili afirmou isto a um grupo de jornalistas após visitar dois soldados feridos em um hospital militar de Gori, cidade que fica a cerca de 25 quilômetros de Tskhinvali, capital da região separatista da Ossétia do Sul.

Os dois soldados ficaram feridos em trocas de tiros entre a Geórgia e a Ossétia do Sul na noite de ontem na região do conflito, episódio que segundo os separatistas deixou pelo menos 14 feridos, entre eles uma mulher de 88 anos.

As autoridades da Ossétia do Sul informaram no início da manhã que havia 18 feridos, mas depois corrigiram o número de vítimas.

"É uma loucura. Todos devemos parar. Devemos encontrar medidas para acabar com a violência e os incidentes que criam problemas para a população civil", disse o presidente georgiano.

Ele acrescentou que a Geórgia atuará com "máxima moderação" e acrescentou: "Mas não aconselhamos a ninguém que continue com as provocações".

Saakashvili ordenou que Temuri Yakobashvili, seu ministro responsável pela política para as regiões separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia, se reúnam com representantes da Rússia e das autoridades da região de Tskhinvali.

As declarações do presidente da Geórgia acontecem pouco após a Rússia expressar sua preocupação pelas ações da Geórgia na área do conflito, que "podem ser interpretadas como preparativos de guerra".

Esta movimentação acontece em um momento no qual a Ossétia do Sul e a Geórgia trocaram acusações hoje de novos ataques em território da região separatista.

As autoridades separatistas denunciaram que as tropas da Geórgia abriram "intenso fogo" com morteiros, metralhadoras e lança-granadas contra a capital Tskhinvali e a localidade de Jetagúrovo a partir dos povoados georgianos de Nikozi e Avnevi.

Além disso, acusaram Tbilisi de concentrar armamento pesado perto da fronteira da Ossétia do Sul. EFE mv/fal

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